Já imaginou um cabrito com orelhas de 54 centímetros? um criador no Paquistão presenciou o nascimento de um cabrito com essa peculiaridade. O criador precisou criar um arnês especial só para o filhote conseguir caminhar sem pisar nas próprias orelhas.
Batizado de Simba, o animal nasceu em Karachi no mês anterior à cobertura da história. No caso de Simba, porém, o tamanho das orelhas ultrapassou qualquer expectativa e virou notícia.
Fama relâmpago e um recorde ainda incerto
Entre 10 e 12 dias após o nascimento, Simba já tinha aparecido em veículos de imprensa dentro e fora do Paquistão, além de vencer um concurso de beleza animal. O criador, Mohammad Hasan Narejo, compara essa ascensão repentina à trajetória de celebridades, que levam muito mais tempo para alcançar o mesmo nível de popularidade.
Narejo já entrou em contato com o Guinness World Records na tentativa de registrar o cabrito como dono do maior par de orelhas da espécie. O problema é que a organização não lista, em seu site, nenhuma categoria voltada especificamente a esse tipo de recorde entre caprinos.
Cuidados extras para proteger o cabrito
Sem o arnês, as orelhas de Simba arrastariam no chão e atrapalhariam até os movimentos mais simples do animal. Por isso, Narejo dobra as orelhas sobre as costas do bicho e usa o equipamento criado por ele mesmo para distribuir melhor esse peso extra durante as caminhadas.
A repercussão também trouxe um efeito colateral: outros criadores passaram a demonstrar interesse — e desconfiança — em torno do animal. Diante disso, Narejo recorreu a costumes tradicionais da região, recitando versos do Alcorão sobre o cabrito e amarrando um fio preto reforçado com as mesmas passagens religiosas, numa tentativa de afastar o que ele descreve como inveja e mau-olhado.
Planos para transformar Simba em garoto-propaganda
Conforme informou ao The Guardian, Narejo pretendia usar Simba como reprodutor, com o objetivo de projetar o Paquistão como referência mundial na criação de cabritos e fazer o nome do animal ser conhecido internacionalmente.













