Celulares em áreas rurais, rodovias e regiões de mata no Brasil agora conseguem se conectar direto a satélites, sem depender de antena nem de roteador instalado no solo. A tecnologia por trás da novidade é chamada de direct to device (D2D) e dispensa qualquer equipamento adicional no celular.
A oferta já alcança 26 estados mais o Distrito Federal, já alcançando 50 milhões de clientes, e chega sem custo extra para quem tem plano pós-pago, valendo também para parte dos planos controle e pré-pago durante 12 meses.
Como funciona a conexão direta?
O smartphone capta o sinal enviado pelos satélites posicionados a 550 quilômetros de altitude, substituindo a necessidade de torres terrestres em locais isolados. A cobertura por fibra e antenas convencionais da operadora já cobre 98% da população brasileira, mas ainda deixa trechos extensos do território sem sinal algum.
É justamente essa lacuna que o D2D busca preencher, funcionando como um complemento à rede já existente. A distância maior entre o telefone e o satélite, no entanto, limita o desempenho: a navegação fica abaixo do padrão oferecido pelo 4G e pelo 5G.
Funções básicas em áreas remotas
Por isso, o uso recomendado se concentra em tarefas simples, como troca de mensagens de texto, envio de áudios, ligações feitas pelo WhatsApp e consulta ao Google Maps. O aplicativo da própria operadora também funciona dentro dessa faixa de conectividade reduzida.
Fazendas, trechos de estrada sem torres e áreas de vegetação densa estão entre os ambientes citados como alvo prioritário do serviço. A ideia é garantir uma comunicação mínima em pontos onde hoje não existe nenhuma estrutura de rede, nem fibra óptica nem antena celular.
Testes e uso por empresas
Antes do lançamento oficial, o recurso passou por uma etapa de testes em que parte considerável dos usuários conseguiu se conectar ao sistema sem dificuldades. Esse período serviu para calibrar a tecnologia antes da liberação em escala nacional.
Clientes corporativos vão poder experimentar a conexão sem pagar nada durante três meses, com cobrança prevista somente depois desse prazo inicial. A operadora já atende negócios dos setores de agronegócio, logística e infraestrutura, e projeta fechar novos contratos à medida que a cobertura se expandir pelo país.
Uso da frequência da operadora
O sinal do sistema utiliza a faixa de 2,6 GHz pertencente à Vivo, garantindo integração direta com a infraestrutura de rede móvel já em funcionamento no Brasil. Essa faixa é a mesma empregada em outras aplicações de conectividade da operadora.
O serviço por satélite segue com papel de apoio à rede terrestre sem substituí-la, priorizando o avanço da conectividade em regiões remotas e o atendimento tanto a pessoas físicas quanto a empresas que operam fora dos grandes centros urbanos.













