Uma fazenda na Tasmânia movimenta o turismo local ao reunir diversas espécies de animais em miniatura. Frances Ashlin e o marido, John, começaram o projeto como uma iniciativa de um centro infantil, mas transformaram os 30 anos de trabalho em um novo negócio.
Frances e John começaram a criar animais pequenos quando ela administrava um centro de educação infantil na região. A ideia era simples: crianças pequenas se sentiriam mais confortáveis perto de animais de tamanho semelhante ao delas.
Ela costumava levar os animais para visitas ao centro de cuidados. Algumas crianças, inicialmente assustadas, acabavam abraçando os animais nos meses seguintes, conforme relato dado ao ABC.

Três décadas de experimentação e aprimoramento
Sem formação em genética, o casal passou décadas testando animais de tamanhos diferentes. Hoje, possui rebanhos que se aproximam da classificação “micro” — um nível abaixo da designação de miniatura. Entre eles estão jumentos American Mediterranean, cabras africanas pigmeias e vacas Galloway com apenas 96 centímetros de altura.
John Ashlin reconheceu que houve erros no caminho, mas o casal formou uma coleção de animais que atrai visitantes. Uma das atrações é uma vaca branca de nove meses, resultado de três décadas de seleção genética deliberada.
Da cerca para o negócio aberto ao público
O impulso para abrir a propriedade ao público veio quando turistas começaram a se aglomerar na cerca da frente e a invadir o terreno em busca de fotos com os animais. Diante do interesse, Frances decidiu que era melhor regularizar a visitação do que combater as invasões.
O processo de aprovação foi longo, e a abertura coincidiu com invernos chuvosos e o pico da pandemia de COVID. As condições transformaram os caminhos da fazenda em lama.
Frances manteve uma postura pragmática: as crianças que visitavam a propriedade adoravam o lodo dos caminhos, então ela considerava a situação aceitável. Hoje, a fazenda em Bruny Island é um destino para quem passa pela região.
Por que animais pequenos mudam a experiência de crianças com medo
Uma criança que se intimida diante de uma vaca de 1,8 metro de altura pode reagir de forma diferente quando o animal chega apenas à altura de seus joelhos. A mudança de escala transforma o encontro: em vez de parecer grande e potencialmente ameaçador, o animal se torna mais próximo, quase um companheiro de tamanho semelhante.
Frances observou na prática que crianças que inicialmente “agarravam a perna” de adultos em pânico terminavam abraçando os animais meses depois. O tamanho, portanto, facilita a aproximação, e quando o medo diminui, a criança consegue se relacionar com o animal.













