Uma nova fábrica da Agross do Brasil vai sair do papel em Carazinho, no Norte do Rio Grande do Sul, com aporte de R$ 71 milhões e a promessa de 400 vagas de trabalho até 2029. A unidade vai ampliar as operações da empresa na região e vai produzir três equipamentos ainda não lançados, voltados à pecuária, à agricultura e ao setor de grãos.
Com 250 mil metros quadrados às margens da BR-285, o terreno da futura fábrica contará com uma contrapartida de R$ 5,5 milhões repassada pela Prefeitura de Carazinho. Se as etapas legais e administrativas em andamento forem concluídas, a previsão é de que a terraplenagem comece no segundo semestre de 2027.
Por que a região foi escolhida
Carazinho foi escolhida pela localização estratégica, pelo polo metalmecânico consolidado e pela disponibilidade de mão de obra qualificada no setor. A região também tem tradição na fabricação de máquinas agrícolas, o que pesou na escolha.
Segundo Silmo de Ávila, diretor da Agross do Brasil, o município oferece mais do que infraestrutura. Ele destacou a disposição da administração local para compreender a dimensão do projeto e criar as condições necessárias para viabilizá-lo.
A empresa já possui uma unidade em Quinze de Novembro e vê em Carazinho a oportunidade de ampliar sua capacidade de inovação e criar postos de trabalho na região.
Caminhos até o início das obras
A confirmação e a execução do investimento dependem de várias etapas legais e administrativas. A aprovação de um projeto de lei que autorize a doação do terreno pelo município é uma delas, assim como a obtenção de licenças ambientais e das demais autorizações exigidas para a instalação da unidade.
Vale destacar que o cronograma pode sofrer ajustes conforme o andamento desses processos nos órgãos responsáveis. A empresa espera concluir todas as etapas a tempo de iniciar a terraplenagem no segundo semestre de 2027.
Três equipamentos ainda em desenvolvimento
A nova fábrica concentrará a produção de três lançamentos da Agross: um para a pecuária, outro para a agricultura e um terceiro para o segmento de grãos. A companhia ainda não divulgou as especificações dos produtos, que continuam em desenvolvimento.
A empresa planeja usar a experiência acumulada no agronegócio para criar tecnologias que aumentem a produtividade nas propriedades rurais. Segundo Ávila, a tecnologia deve estar a serviço do produtor e contribuir para melhorar os resultados na propriedade. Com esse objetivo, a empresa projeta a nova fábrica e os equipamentos.
Impacto econômico da expansão
Além dos 400 empregos diretos previstos até 2029, a operação deve movimentar segmentos da economia local, como construção civil, comércio, logística, fornecedores industriais e prestadores de serviços. A expansão também pode gerar crescimento nos anos seguintes, com potencial para chegar a até mil postos de trabalho à medida que a operação iniciada em 2030 avance.
Entre os produtos da Agross estão implementos usados no manejo do solo, na descompactação de áreas de plantio, na distribuição de insumos agrícolas e na alimentação de animais, com clientes espalhados por diversas regiões brasileiras.













