O touro Sherlock encerrou a produção depois de 9 anos de trabalho na central de inseminação ABS e voltou ao Rancho da Matinha, em Uberaba, Minas Gerais. Ao longo da carreira, produziu 542 mil doses de sêmen, vendidas a criadores no Brasil e no exterior.
A genética do animal se espalhou por cerca de mil rebanhos no Brasil e na América Latina, com mais de 340 mil descendentes gerados ao longo da carreira. Esse volume coloca Sherlock entre os touros mais procurados da raça Nelore no país.
Uma carreira iniciada ainda filhote
Antes mesmo de completar 18 meses de vida, Sherlock já integrava uma das primeiras turmas do Programa Nacional de Touros Jovens (PNAT). Iniciativa voltada a identificar animais com potencial genético logo no início da vida. Essa entrada precoce marcou a trajetória que o tornou um dos touros mais procurados da propriedade.
Luciano Borges, gerente do Rancho da Matinha, disse ao Globo Rural que Sherlock esteve entre os touros mais procurados por criadores interessados em sêmen, mas que agora é a vez de Sherlock ter sossego, com espaço, comida farta e água à vontade. Parte das doses vendidas ao longo dos anos chegou até mesmo a países vizinhos, como Paraguai, Bolívia e Colômbia.
Eficiência alimentar define o legado do animal
Arthur Vieira, coordenador de Produto e Atendimento ao Cliente Corte da central, disse ao Globo Rural que Sherlock se destacou por gerar o maior número de descendentes enquadrados no quarto quadrante, gupo que converte menos alimento em mais ganho de peso. Essa característica influencia a escolha dos reprodutores, porque reduz os custos de produção sem prejudicar o desempenho dos animais.
Mesmo fora da rotina de coletas, o estoque final de sêmen continua disponível para quem quiser levar essa genética para a propriedade. Esse é o último lote do animal, que passou quase uma década entre os mais procurados do setor.













