Trigo está sob ameaça de seca; nova onda de frio no RS

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trigo pronto para a colheita
Foto: Luiz Henrique Magnante

Mesmo com a produção de trigo estimada em 3,13 toneladas por hectare, EarthDaily Agro alerta sobre a importância de monitorar a umidade do solo das lavouras no RS.

A empresa de sensoriamento remoto EarthDaily Agro alerta sobre a importância de monitorar a umidade do solo das lavouras de trigo do Rio Grande do Sul devido ao La Niña, que pode trazer seca à região, e também sobre uma nova onda de frio prevista para os próximos dias, com temperatura mínima abaixo dos 5°C e possibilidade de geadas, danificando as áreas plantadas. A empresa manteve o otimismo em sua previsão de produtividade para a safra de trigo no estado, estimando em 3,13 toneladas por hectare e índices de vegetação com boa dinâmica, em levantamento divulgado na última sexta (23/09).

No Paraná, o índice de vegetação continua em patamar acima da média, indicando boa condição das lavouras de trigo no estado. A umidade do solo deve continuar em patamar satisfatório, favorável ao trigo e, também, para o início do ciclo da soja e milho, em fase de plantio. O ECMWF prevê nova onda de frio, com temperaturas mínimas abaixo dos 8°C e risco de geadas, principalmente no centro-sul do estado, o que pode diminuir o potencial produtivo do trigo.

Na zona de produção do trigo em São Paulo, apesar da seca no início do ciclo, entre julho e início de agosto, o vigor da vegetação (NDVI) permaneceu em patamar bem acima em comparação com igual período de 2021, indicando condições mais satisfatórias das lavouras. A recuperação da umidade do solo em meados de agosto foi favorável à fase final de desenvolvimento do trigo e a colheita já atinge 20% da área plantada.

Com relação à soja, chuvas intensas foram registradas em diversas regiões do país, principalmente no Paraná e Mato Grosso do Sul, ultrapassando, nesses estados, 100 milímetros no acumulado dos últimos 10 dias. Chuvas acima da média também ocorreram em parte de Mato Grosso, aumentando a umidade do solo e favorecendo o plantio da soja. Em Goiás, a precipitação acumulada deve ultrapassar os 30 milímetros em setembro (em igual período de 2021, o volume de chuvas ficou abaixo de 5 mm).

Já no Mato Grosso do Sul, o volume de chuvas está pouco acima da média (77 milímetros no acumulado do mês, quase 5 vezes mais do que em igual período de 2021), considerando até o dia 21/9. A umidade do solo está em patamar satisfatório. Diante desse cenário, é possível que o plantio de soja seja finalizado antes do ocorrido em 2021, o que pode favorecer o plantio do milho de segunda safra em 2023.

Nos próximos 10 dias a previsão de alta precipitação no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Paraná traz um cenário favorável para o início do ciclo da safra de verão 2022/23.

Fonte: EarthDaily Agro

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