Vídeo: Pecuária nacional tem muito o que comemorar

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bezerros a pasto embrapa
Foto: Fabiano Bastos/Embrapa

Pesquisas da Embrapa Gado de Corte acompanham pecuária nacional desde 1977 e comemoram 43 anos de história, mostrando evolução da pecuária nacional!

Ao longo da história, o desenvolvimento da humanidade e da vida em sociedade esteve associado à produção pecuária. Mesmo na atualidade, a população mundial depende em grande medida da produção animal para satisfazer às suas necessidades de alimento. Nesse contexto, a carne bovina ocupa lugar de destaque e sua importância econômica não pode ser minimizada.

Ao completar 43 anos de existência no dia 28 de abril, a Embrapa Gado de Corte tem muito o que celebrar. São mais de quatro décadas de trabalho a uma das principais cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.Em 1977, quando foi fundada, o rebanho bovino do País possuía pouco mais de 107 milhões de cabeças.

A produtividade da bovinocultura de corte, além de baixa, não apresentava crescimento e não atendia aos mercados interno e externo. Para mudar a realidade foi necessário investir em pesquisa e promover o desenvolvimento da produção nacional.

Tecnologias foram lançadas e contribuíram para incrementar o crescimento do rebanho e aumentar a produção de carne por animal e por hectare. Hoje são quase 215 milhões de cabeças, o que faz do rebanho brasileiro o maior rebanho comercial do mundo e permite ao Brasil ocupar a posição de segundo maior produtor e maior exportador de carne bovina. 

Muitos fatores e diferentes atores contribuíram para essa realidade, mas, sem dúvida, o trabalho desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte auxiliou para que a pecuária nacional obtivesse destaque na economia, nos mercados doméstico ou internacional.

A Empresa entende que para cumprir sua missão de maneira efetiva, necessita unir esforços com aqueles que podem contribuir de diferentes formas para a entrega de resultados que façam a diferença no campo, na cidade, na indústria, no mercado ou onde quer que esteja qualquer um dos importantes elos desta cadeia.

Ela reconhece, valoriza e agradece a participação de seus parceiros ao longo de sua história. Sem eles, certamente a pecuária de corte não estaria onde está e tampouco responderia por 8,7% do PIB nacional. Hoje, em cada fazenda brasileira e em muitas do mundo tropical, em cada bife consumido no Brasil ou naqueles preparados a partir da carne que exportamos para cerca de 140 países, há um pouco das tecnologias da Embrapa Gado de Corte.

Isso é fruto da atuação da Unidade em uma ampla variedade de temas, tais como melhoramento genético vegetal e animal, sanidade e nutrição do rebanho, reprodução e manejo animal, sistemas de produção, dentre outros. 

Entre as principais entregas para a sociedade ao longo dos anos, merecem destaque as 14 cultivares de forrageiras lançadas dos gêneros brachiaria, panicum e estilosantes. No Brasil, cerca de 80% das sementes de forrageiras comercializadas são de cultivares oriundas de projetos de melhoramento coordenados pela Unidade.

Os trabalhos com melhoramento genético animal, iniciados desde a fundação em 77, envolvendo cruzamento e seleção têm contribuído para a transformação da pecuária nacional e obtido amplo reconhecimento, por meio de inúmeras premiações.

Protocolos nutricionais, sanitários e de sistemas de produção são utilizados diariamente em propriedades rurais brasileiras, assim como equipamentos e ferramentas de gestão, na forma de softwares e aplicativos. 

Na última década, a Unidade intensificou suas pesquisas no tema de sustentabilidade com ênfase em sistemas integrados e em soluções que possibilitem a neutralização ou redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE), trabalhos estes que têm alcançado repercussão no Brasil e exterior. 

Por tais resultados, mas também por atuar em uma cadeia produtiva presente em todo o território brasileiro, a participação da Embrapa Gado de Corte no Balanço Social da Embrapa é expressiva.

Em 2019, foram avaliadas sete tecnologias da Unidade, totalizando uma contribuição de mais de R$ 6,8 bilhões, o que representa 14,6% do resultado anual apresentado pela empresa. Norman Borlaug, o pai da Revolução Verde e ganhador do Prêmio Nobel da Paz (1970), costumava dizer que “a única maneira do mundo manter a produção de alimentos é pela melhoria da ciência e tecnologia.”

Na Embrapa Gado de Corte acreditamos e trabalhamos por isso. Assim, esperamos a cada ano, celebrar muitas conquistas e contribuições para a agropecuária nacional.

Ronney Robson Mamede, chefe-geral interino da Embrapa Gado de Corte

Fonte: Embrapa

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