Agrotóxicos, zootóxicos e antropotóxicos. Afinal de contas, por quê a população da “cidade”, tenta marginalizar e criminalizar o agricultor?
Nos últimos tempos tem havido uma enorme campanha nos meios de comunicação, culpando os agricultores pelo uso de produtos fitossanitários em suas culturas. Cunharam o termo “agrotóxicos” para chamar mais a atenção do público leigo.
Acontece que todos os seres vivos, animais ou vegetais, padecem com doenças e ataques de predadores. Se fosse possível praticar agricultura sem o uso de produtos químicos, com certeza o agricultor não gastaria para adquirir esses produtos.
É muito fácil produzir sem o uso de químicos em pequenas hortas de fundo de quintal, porém a grande agricultura, aquela que realmente mata a fome da população, não pode produzir sem a contribuição desses produtos.
Convencionou-se chamar de “remédios” os produtos químicos utilizados para controlar os males de animais (humanos entre eles), porém não se adota o mesmo termo para os de uso fitossanitário. É necessário que haja coerência.
Se os produtos de uso em vegetais são denominados agrotóxicos, os de uso veterinário deveriam então ser zootóxicos e os de uso humano antropotóxicos. Vejamos alguns exemplos de produtos utilizados:

Como se pode verificar, os “venenos” são usados tanto para controle de insetos, vermes e fungos, tanto em humanos quanto para animais e vegetais.
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É importante lembrar também que todos os inseticidas utilizados em saúde pública como para o controle dos mosquitos transmissores da dengue, febre amarela e malária, contêm os mesmos princípios ativos dos que são utilizados na agricultura, porém não são registrados para uso agrícola.
Sendo assim – e lembrando que historicamente os principais causadores de intoxicação no Brasil são os chamados “remédios” para uso humano – não se justifica que os agricultores sejam os “vilões” nessa história.
Fonte: Milk Point