Arroba ainda sobe esse mês? Frigoríficos estão sem boi!

Arroba ainda sobe esse mês? Frigoríficos estão sem boi!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Frigoríficos não devem aceitar pagar R$ 210 pela arroba, mas pecuaristas ainda vivem situação confortável por causa da regularidade das chuvas!

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nas principais praças de produção e comercialização do país nesta segunda-feira. Mas, segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento de valorização nos preços já apresenta sinais de esgotamento, com frigoríficos apontando que não aceitarão pagar R$ 210 pela arroba do boi gordo no interior de São Paulo.

Se os frigoríficos ainda tem o “encantamento” de tentar mais uma pressão de baixa no mercado do boi com notícias do tipo ” frigoríficos apontando que não aceitarão pagar R$ 210 pela arroba do boi gordo “, estão cada dia mais arriscando seus estoques. As escalas de abate estão defasadas, os currais de esperada para abate estão ficando vazios e o consumo interno dá sinais de melhora, ou seja, é preciso correr atrás do boi gordo e os pecuaristas, por outro lado, se sentem confortáveis com as pastagens verdes e a água no lombo do boi.

Está faltando boi para abate, se o pecuarista fizer o dever de casa, os frigoríficos vão pagar mais pela arroba!

Quando olhamos para as cotações que estão sendo divulgadas e negociadas pelos pecuaristas nos novos aplicativos, temos um cenário mais otimista para os valores da arroba e, também, mais confiáveis. Já que esses não possuem influência da pressão dos frigoríficos.

Segundo o Agrobrazil, parceiro do Compre Rural, as cotações do boi gordo estão em alta. Pecuarista de Pirajuba/MG, teve sua arroba negociada a R$ 205/@ com prazo de 30 dias para pagamento e data de abate para 14 de fevereiro. Já em Cristalina/GO, o boi gordo saiu por R$ 193,50/@ com pagamento a vista e data do abate para o dia 13 de fevereiro. Ainda em Minas Gerais, valor encontrado em Urucânia, para o boi padrão exportação foi de R$ 205/@ com prazo de 30 dias para pagamento e abate no dia 14 de fevereiro.

Boi gordo subiu em quinze praças pecuárias, diz Scot Consultoria

Em São Paulo, a oferta de boiadas limitada mantém o mercado firme e estável. As escalas de abate atendem cerca de quatro dias. Ou seja, mesmo com a valorização da arroba do boi gordo na última semana, o quadro é de dificuldade em alongar as programações de abate. 

Na última segunda-feira (10/2), das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, o preço do boi subiu em quinze, caiu em duas e ficou estável nas restantes. 

A capacidade de suporte das pastagens está boa, fator que permite a manutenção de boiadas em engorda na fazenda, permitindo que os negócios sejam tratados com serenidade.

Com o pecuarista vendendo aos poucos, a expectativa é de preços firmes.

Segundo Safras&Mercado

“No atacado, algo similar acontece com a carne bovina, com os preços começando a se estabilizar e fazendo os frigoríficos atuarem de maneira mais comedida na compra de gado”, assinalou Iglesias. 

Já os pecuaristas seguem em posição confortável, aproveitando o bom regime de chuvas no a região Centro-Oeste para manter os animais por mais tempo no pasto, que apresenta ótimas condições no geral. 

Cotações pelo Brasil

  • Em São Paulo, os preços do mercado à vista subiram de R$ 202 a arroba para R$ 203 a arroba.
  • Em Minas Gerais, preços em R$ 192 a arroba, em Uberaba, ante R$ 190 na sexta-feira.
  • No Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 189 a arroba para R$ 190 – R$ 191 a arroba, em Dourados.
  • Em Goiás, o preço indicado passou de R$ 187 a arroba para R$ 190 a arroba, em Goiânia.
  • Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 177 a arroba em Cuiabá, ante R$ 175 – R$ 176 a arroba. 

Atacado

 Já os preços da carne bovina ficaram estáveis no mercado atacadista. “O final de semana confirmou as expectativas, com excelentes níveis de consumo, o que vai acentuar a necessidade de reposição ao longo da semana para o setor varejista. Porém, o quadro vai se alterar na segunda quinzena do mês, período marcado por forte desaceleração na demanda de carne bovina”, analisou Iglesias. 

O corte traseiro seguiu em R$ 13,90 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 10,30 por quilo. Já o corte dianteiro continuou com preço de R$ 10,80 por quilo.

Compre Rural com informações do Agência Safras&Mercado, Agrobrazil, Scot Consultoria

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