Arroba bate recorde, sobe R$ 5/@ e traz otimismo, confira!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

A semana foi marcada por grande pressão da indústria que acabou cedendo ao mercado e arroba avançou R$ 5/@ na média da praça paulista, confira!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta sexta-feira, 16, o mercado segue avaliando o escoamento da produção. Segundo a avaliação, a semana foi pautada por um mercado travado, com os frigoríficos encontrando espaço para testar o mercado e o pecuarista de olho nas suas margens com a elevação dos custos de produção.

Segundo a IHS Markit, as indústrias tiveram uma semana mais ativa em termos de aquisições de bovinos em grande parte das regiões brasileiras, em função sobretudo das adversidades climáticas que atingem a região Centro-Sul do País.

O aumento na oferta de animais ao longo da semana refletiu no alongamento das escalas de abate em parte das indústrias frigoríficas. Nas praças paulistas, as cotações do boi gordo, da vaca e da novilha ficaram estáveis no último dia da semana (16/7), na comparação diária, cotados em R$ 315/@, R$ 294/@ e R$ 308/@, respectivamente, (preços brutos e a prazo), apurou a Scot Consultoria.

Segundo as informações, o Indicador do Cepea voltou a apresentar forte valorização e com uma variação de 1,32% e, com isso, acabou ficando cotado a R$ 321,85/@ nesta sexta-feira. Sendo assim, o valor fechou a semana no patamar recorde! Mesmo assim, os valores se firmam próximo ao recorde do Indicador!

Negócios com bovinos de até quatro dentes giram em torno de R$325,00/@, preço bruto e à vista. Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 315,63/@, na sexta-feira (16/07), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 301,01/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 309,71/@.

Segundo a média do aplicativo, o mercado iniciou a semana com média móvel de R$ 310,02/@ e atingiu, no último dia útil, o patamar de R$ 315,63/@. Sendo assim, a semana fecha com um avanço de cerca de R$ 5,61/@, o que traz um certo otimismo ao mercado.

Segundo a IHS Markit, as indústrias tiveram uma semana mais ativa em termos de aquisições de bovinos em grande parte das regiões brasileiras, em função sobretudo das adversidades climáticas que atingem a região Centro-Sul do País.

O cenário de preços estáveis deve ser mantido até o final deste mês de julho, em função da maior dificuldade de escoamento da carne bovina no varejo, devido ao período de menor poder de compra da população brasileira – por causa do distanciamento do recebimento dos salários, no início de cada mês.

Hoje, os vencimentos para outubro e novembro deste ano valem R$ 322,65/@ e R$ 3260/@, respectivamente.

Em relação à China, seguem as incertezas em torno das informações. O governo chinês ainda sinaliza para uma rápida recomposição do plantel. Na primeira quinzena de julho, foi relatada alta dos preços das carnes no território chinês, consequência da atuação do governo local, que absorveu parte do excesso de produção para recompor os estoques públicos”, disse.

Falsas escalas de abate

As programações de abate encerraram a sexta-feira com poucas variações em grande parte do país. As escalas diminuíram levemente o ritmo na última semana, os frigoríficos encontram um certo conforto nas programações, apresentando heterogeneidade de oferta de animais para abate de acordo com a região do país. A média nacional está em 8,0 dias úteis, um dia abaixo da semana anterior.

  • Em São Paulo, os frigoríficos passam a ter 10 dias úteis de escala já cobertas;
  • A situação dos frigoríficos goianos é a melhor dentre os estados acompanhados. São 11 dias úteis já programados;
  • Em Mato Grosso e Tocantins, as indústrias encerraram a semana com 8,0 dias úteis de escala completas;
  • Minas Gerais encerra o período com 7 dias úteis programados, 1 dia a menos que a semana retrasada.
  • Dentre as regiões analisadas, o Mato Grosso do Sul tem as programações mais curtas, com os frigoríficos abastecidos em média em 6,0 dias úteis.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 302. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 309. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 309 a arroba.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, a tendência é por nova queda dos preços durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo, resultando em uma reposição mais lenta entre atacado e varejo.

“Importante mencionar que a carne de frango ainda conta com a predileção do consumidor médio, considerando a atual conjuntura econômica. Essa tendência é reforçada pelos preços bastante proibitivos da carne bovina”, assinalou Iglesias.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 21,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,10 o quilo, com queda de 20 centavos, e a ponta de agulha recuou de R$ 17,40 o quilo para R$ 17,10 por quilo.

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