Arroba passa de R$ 200, pra cima pecuária 🐂🐂

Arroba passa de R$ 200, pra cima pecuária 🐂🐂

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Foto: Senepol Soledade

As escalas de abate dos frigoríficos estão cada vez mais curtas, fator que os leva a procurar os pecuaristas com mais força, ofertas de até R$ 210 já foram registradas.

O mercado do boi ignorou os dados fracos de exportações de janeiro divulgados ontem (menos 21,35 em volume e 2,50% menor em preço/tonelada) e seguiu sua trajetória de recuperação das cotações sentidas há uma semana do fim do mês passado. Nesta terça (4), há relatos de negócio a R$ 210,00 em São Paulo.

A informação sobre o salto de praticamente R$ 10,00 foi distribuída por Oswaldo Furlan, um dos coordenadores do Grupo Pecuária Brasil (GPB), que após solicitação de Money Times informou o número de 350 cabeças, boiada nelore, da região de Marília para morrer na região de Bauru. Mais: peso vivo, na balança da fazenda, e preço à vista.

No mercado físico, o dia segue com negócios registrados no aplicativo da AgroBrazil, com valores médios acima de R$ 200/@. Na região de Presidente Venceslau/SP, a arroba foi negociada a R$ 200,00/@, pagamento a vista e com data para o abate em 06 de fevereiro. No município de Rancharia/SP, o animal com padrão exportação está precificado a R$ 202,00/@, à prazo com 7 dias para pagar e com data para o abate em 11 de fevereiro.

Mercado do boi gordo ganhando força

Como a quantidade de negócios nas últimas semanas, de maneira geral, foi pequena, o nível dos estoques dos frigoríficos diminuiu.

Esse quadro, associado à expectativa de melhora no escoamento da carne, resultou em pressão positiva sobre o preço da arroba do boi gordo. A virada de mês e a provável retomada de compras de carne pela China desenham um quadro otimista da demanda.

No fechamento da última terça-feira (4/20), das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba subiu em 20 delas.

Segundo Safras&Mercado

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em alta em algumas regiões de produção e comercialização. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique 

Iglesias, as escalas de abate dos frigoríficos estão cada vez mais curtas, fator que os leva a procurar os pecuaristas com mais força. Aliado a isso, a demanda de carne bovina cresce naturalmente na primeira quinzena do mês, adicionando pressão de alta sobre a matéria-prima. 

“Ao mesmo tempo, os pecuaristas ainda se deparam com uma boa capacidade de retenção do boi no pasto, favorecidos pelo bom regime de chuvas no centro e no norte do país”, pontuou.  

  • Em São Paulo, Capital, preços subiram de R$ 195 a arroba para R$ 197, para pagamento à vista.
  • Em Minas Gerais, preços em R$ 188 a arroba, em Uberaba.
  • Em Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 181 para R$ 183, em Dourados.
  • Em Goiás, o preço indicado permaneceu em R$ 187,00, em Goiânia.
  • Já em Mato Grosso o preço ficou em R$ 174 a arroba em Cuiabá, também inalterada. 

Atacado 

Já a carne bovina teve preços estáveis no mercado atacadista. “A tendência de curto prazo ainda remete a reajustes nos preços, avaliando a reposição mais rápida entre atacado e varejo. Os estoques das grandes redes também estão curtos, aumentando a propensão a reajustes no curto prazo”, analisou Iglesias. 

O corte traseiro seguiu em R$ 13,80 por quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 10,80 por quilo. Já a ponta de agulha continuou em R$ 10,20 por quilo.

Compre Rural com informações do AgroBrazil, Agência Safras&Mercado, Scot Consultoria

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