Arroba vai a R$ 310,00 e acende farol vermelho, veja!

Os preços da arroba voltaram a emplacar mais uma semana de alta, a quinta consecutiva; Mas indústria acende o farol vermelho e alerta!

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis nesta sexta-feira, 5, sendo que os negócios seguiram ocorrendo em patamares recordes de preço. A dificuldade em originar matéria-prima tem sustentado os movimentos de alta, mas a margem negativa está trazendo um grande alerta ao mercado do boi para os próximos dias.

Na primeira semana de fevereiro, os preços do boi gordo tiveram espaço para novas altas, ainda motivadas pela enorme escassez de oferta de animais terminados e, consequentemente, pela dificuldade dos frigoríficos em completar as suas escalas de abate. 

A variação da arroba nas últimas semanas, foi grande, com o boi gordo subindo R$ 32/@ nos últimos 30 dias (mais de R$ 1/@ por dia). Diante disso, esse movimento traz um ambiente de certa “tensão” em relação ao comportamento atual do mercado.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 299,26/@, na sexta-feira (05/02), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 294,98/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 287,51/@.

Ainda segundo o app, os preços nas praças paulistas seguem trabalhando de forma mista, entre Boi Comum e Boi China, com valores indo de R$ 295,00 a R$ 307,00/@. Já o indicador do Cepea teve valorização e fechou a semana valendo R$ 301,70/@.

Segundo a Scot Consultoria, o boi gordo fechou a semana apregoado em R$ 302,00/@, para vaca e novilha gordas os negócios estão ocorrendo em R$ 284,00/@ e R$ 292,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente. 

Escalas de abate

A primeira semana de fevereiro trouxe poucas novidades para o mercado spot de boi gordo, a indústria continua com grandes dificuldades na composição das escalas de abate. Com isso, as poucas negociações realizadas são formadas por lotes pequenos e valores com acréscimos.

  • Em São Paulo, a semana encerrou novamente com 6,0 dias úteis, praticamente apenas renovando os abates para a próxima semana;
  • Já em Goiás e Mato Grosso do Sul, as indústrias encerraram a sexta-feira com 5,0 dias e 4,0 dias úteis, respectivamente;
  • Situação mais crítica na região mato-grossense e mineira, onde os trabalhos fecharam o dia com 3,0 dias úteis, abaixo da média parcial anual registrada em 5,0 dias úteis em ambas as regiões.

Alerta no mercado do boi gordo

A movimentação do boi gordo nos próximos dias deve ser acompanhada muito de perto, “pois há uma tensão muito grande sobre o ‘fio’ que segura o preço do boi gordo acima dos R$ 295/@ em São Paulo”. “Desde o fim de novembro/20, o mercado do boi gordo não ficava tão tensionado”, acrescenta Travagini, que recomenda “atenção” por parte dos pecuaristas.

Segundo a consultoria IHS Markit, a busca por animais terminados voltou a dar sinais de consistência no decorrer da semana, visto que muitas unidades de abate iniciaram o mês com baixa cobertura em suas escalas, sobretudo em algumas regiões que dispõem de um maior número de plantas habilitadas para exportação da proteína bovina. “A disputa pelos poucos carregamentos de gado foi intensa diante da necessidade de direcionar o foco na recomposição dos estoques para de atender contratos de exportação”, analisa a IHS.

“Há unidades frigoríficas que estão realocando ou intercalando os abates diários; outras estão até cogitando a paralização temporária de algumas plantas, para avaliar a melhor estratégia a ser adotada no curto prazo”, informa a IHS Markit.

Dessa maneira, grande parte das indústrias, principalmente aquelas com alta dependência do mercado doméstico, continua limitando ao máximo possível as suas compras de boiadas, tendo como objetivo evitar a formação de estoques nas câmaras frias.

Giro do boi gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294.
  • Em Cuiabá, o valor ficou em R$ 291.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os preços chegaram a R$ 300.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, não há grande espaço para reajustes mesmo no período de virada de mês, avaliando os preços já proibitivos da carne bovina varejo. Em linhas gerais, o consumidor médio não consegue absorver reajustes e simplesmente migra para proteínas mais acessíveis, enfaticamente a carne de frango.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,60 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,60 o quilo.

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