Bioinsumos entram no debate sobre formação de novos profissionais do agro

Professora da Ufrgs discutirá uso desses produtos no manejo de doenças no 41º Encontro Estadual de Professores de Ensino Agrícola em Caçapava do Sul.

A educação profissional no Rio Grande do Sul volta a ganhar destaque no Encontro Estadual de Professores de Ensino Agrícola que chega a sua 41ª edição. De 25 a 28 de novembro, temas relevantes para a formação qualificada dos alunos farão parte da programação do evento promovido pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea). O Encontro neste ano será em Caçapava do Sul (RS).

A doutora Caroline Wesp, professora no Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Agronomia da Ufrgs, é uma das palestrantes e vai abordar a questão dos “Bioinsumos, inovação e a formação do novo profissional da agricultura”. Será no dia 26, quinta-feira, às 10h30min, tendo como mediador o professor Ayrton Ávila da Cruz.

ILP como alternativa para elevar a produtividade

Conforme Caroline, a ideia é falar sobre a importância dos bioinsumos, quais são as principais formas de uso no Brasil, em quais culturas, qual a utilização e o quanto eles vêm agregando para a agricultura. “Também vou abordar o motivo pelo qual esse uso vem crescendo e relacionar com a importância do novo profissional, das pessoas que estão se formando nessa área agrícola, tanto técnicos agrícolas, agrônomos, de entenderem qual é o papel desse bioinsumo dentro do manejo de doenças das diferentes culturas agrícolas”, explica.

A professora ressalta que em sua palestra quer mostrar a importância do bioinsumo dentro da sustentabilidade do sistema agrícola e também apresentar dados de ensaios de laboratório e de campo da eficácia junto ao manejo de doenças. “Mostrar que, de fato, os bioinsumos contribuem para que se tenha um melhor controle de doenças. Eles vêm sendo bastante usados em culturas como soja e trigo”, reitera.

O professor Ayrton Ávila da Cruz lembra que os bioinsumos são produtos e tecnologias de origem biológica utilizados no controle de pragas e doenças, na disponibilização de nutrientes e na promoção do crescimento das plantas. O mercado brasileiro movimentou cerca de R$ 6,2 bilhões em 2025, segundo a CropLife Brasil, e alcançou 194 milhões de hectares tratados. Na agricultura familiar, o uso adequado dessas tecnologias pode contribuir para reduzir a dependência de fertilizantes e defensivos e os custos de produção, desde que acompanhado de manejo correto e controle de qualidade.

Para Cruz, a formação técnica é fundamental para ampliar o uso responsável dos bioinsumos no campo. “É aqui que a escola agrícola faz diferença. O técnico formado hoje vai atuar em cooperativas, na assistência técnica e na propriedade da própria família. Unidades didáticas demonstrativas, laboratórios e projetos de iniciação científica, como os apresentados na META 2026, preparam esse profissional para usar bioinsumos com critério e levar o conhecimento até as famílias”, enfatiza.

O professor ressalta que essas tecnologias não substituem o manejo adequado. “Os bioinsumos não são solução mágica nem substituem o bom manejo. São uma ferramenta poderosa dentro de um sistema que valoriza o solo vivo, a diversidade e o conhecimento. Cada professor que leva esse tema para a sala de aula está semeando uma agricultura mais produtiva, saudável e autônoma”, reitera.

O 41º Encontro Estadual de Professores de Ensino Agrícola termina em 28 de novembro, com visitação e retorno das delegações. A programação está sujeita a alterações e mais informações podem ser obtidas no site da Agptea, em www.agptea.org.br, ou pelo telefone (51) 3225-5748.

VEJA TAMBÉM:

ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
RESUMIR COM:
LEIA TAMBÉM
NEWSLETTER COMPRERURAL

Receba as nossas
principais notícias

Conteúdo sobre o agronegócio, direto no seu e-mail.

🔒 Não enviamos spam. Você pode cancelar quando quiser.