Em ato em Copacabana, com um grande número de apoiadores, Bolsonaro volta a pedir anistia a presos do 8 de janeiro e exalta Elon Musk; Manifestação foi realizada entre os postos 4 e 5
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de ato com aliados e apoiadores na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (21). O ex-presidente chegou por volta das 10h ao trio elétrico em Copacabana, acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A manifestação foi organizada pelo pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que também foi responsável pelo ato do ex-presidente na Avenida Paulista, em São Paulo, em fevereiro.
Os manifestantes começaram a chegar pouco depois das 8h. Bolsonaro saiu do hotel ali perto por volta das 10h10, subiu em um dos caminhões e fez um discurso de cerca de 35 minutos, iniciado às 11h26. Confira abaixo o vídeo compartilhado por Bolsonaro em seu Instagram:
Neste horário, os manifestantes ocupavam as duas pistas da Avenida Atlântica na altura da Rua Bolívar, entre as ruas Xavier da Silveira e Barão de Ipanema – não foi divulgada estimativa de público. Segundo os apoiadores, estiveram presente milhões de apoiadores. Mas, segundo professor de gestão e políticas públicas da USP Pablo Ortellado, que fez um levantamento liberado pelo G1 que apontou um público estimado de 32,7 mil pessoas presentes no ato político no Rio de Janeiro.
Em sua fala, Bolsonaro criticou o atual presidente Lula e os ministros do governo, citou Elon Musk como “mito” e um “homem que preserva a liberdade”, e voltou a defender a anistia para os presos pelos atos de 8 de janeiro – como já havia feito no ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no fim de fevereiro.
“Quando eu estive com Elon Musk em 2022 começaram a me chamar de ‘mito’. Eu falei: ‘Não’ – aqui, em 2022 – ‘temos um mito da liberdade, Elon Musk'”, disse, antes de pedir palmas para o bilionário, que tem usado sua rede social, o X (antigo Twitter), para atacar Moraes por suspender da plataforma contas de apoiadores de Bolsonaro.
O ex-presidente voltou a falar durante o ato político no Rio de Janeiro sobre as eleições de 2022, que perdeu para Lula, mas alegou ter havido fraude nas urnas, sem nunca apresentar provas. Desta vez, disse que “não estava duvidando” e que era uma “página virada”.
“O que mais nós queremos é que o Brasil volte à sua normalidade, que possamos disputar eleições sem qualquer suspeição. Afinal de contas, a alma da democracia é uma eleição limpa onde ninguém pode sequer pensar em duvidar dela. Temos problemas hoje em dia. Façamos a coisa certa. Não estou duvidando das eleições, página virada”, disse.
O protesto foi convocado por Bolsonaro em meio a investigações das quais é alvo por suspeita de participação numa tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder.
O ex-presidente, ex-ministros e assessores e militares são alvos de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga essa tentativa de golpe.

Durante a semana, Bolsonaro citou, por meio de sua rede social, que a manifestação era para dar continuidade ao ato realizado em São Paulo, em favor do estado democrático de direito e para falar sobre a “maior fake news da história do Brasil, que está resumido hoje na minuta de golpe” – o que ele repetiu em seu discurso neste domingo.
Além de Bolsonaro, discursaram o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto; a ex-primeira-dama, Michelle; os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano; a cubana nacionalizada brasileira Zoe Martínez; e os deputados federais Nikolas Ferreira e Gustavo Gayer – que discursou em inglês por um momento.
Em sua fala, Malafaia negou a tentativa de golpe e criticou a investigação. Chamou Moraes de “ditador” e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), de “frouxo, covarde, omisso”, e disse que os comandantes militares deveriam renunciar, se “honram a farda que vestem”.
Também participaram, sem discursar, os filhos de Bolsonaro Carlos (vereador), Eduardo (deputado federal) e Flávio (senador); o deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem; o general Walter Braga Netto; e os governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
Compre Rural com informações do G1 e CNN
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