Brasil terá primeira indústria de queijos provolone e gorgonzola

Brasil terá primeira indústria de queijos provolone e gorgonzola

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Foto: Divulgação

Inaugurada em Santa Catarina a primeira indústria brasileira de queijos provolone e gorgonzola a seguir a receita italiana.

Investimento ultrapassa R$28 milhões. O novo complexo industrial e os novos produtos serão apresentados para autoridades e imprensa no dia 27, em Florianópolis.

Com o propósito de oferecer queijos aos brasileiros com a mesma qualidade dos importados, a Gran Mestri Alimentos inaugura a primeira fábrica nacional a seguir o passo a passo dos italianos na produção de queijos provolone e gorgonzola. Assim como para os demais produtos da marca, os queijos gorgonzola e provolone são fabricados com leite oriundo das propriedades rurais do estado que seguem os mais rigorosos padrões europeus de qualidade. O cuidado inicia na alimentação das vacas que é baseada em pasto altamente nutritivo cujas sementes foram trazidas da Nova Zelândia, país referência em produção de leite. O novo complexo industrial integra a fábrica já existente em Guaraciaba, Extremo-Oeste catarinense, e será inaugurado no dia 8 de dezembro.

O industriário Acari Menestrina foi o “escolhido” pelo famoso mestre queijeiro italiano Lucciano Magnoni (in memoriam). Foi ele quem repassou todas as receitas e segredos dos melhores e mais apreciados queijos do mundo. Por meio do amigo, Menestrina teve acesso às mais conceituadas e respeitadas fábricas do mundo. Foram aproximadamente 500 indústrias visitadas em oito países. O resultado de tanta pesquisa e conhecimento reflete no sabor, aroma e textura inigualáveis dos queijos provolone e gorgonzola.

Além do diferencial da alta qualidade da matéria-prima, os ingredientes são todos importados da Itália, bem como o modo de preparo segue à risca o jeito italiano. O tempo correto de maturação, por exemplo, é fundamental para a semelhança do produto europeu. “A defumação do queijo provolone é outro fator. No Brasil, costuma-se imergir o queijo em corante sabor fumaça. A maneira adequada, a qual praticamos, é deixar as peças penduradas na câmara de defumação. A fumaça tem temperatura adequada e é proveniente de madeira que não interfere nas características físicas, nem no sabor e aroma do queijo”, revela Menestrina. A equipe conta ainda com equipamentos italianos em todas as etapas da fabricação, os mesmos utilizados nas melhores produções queijeiras europeias.

Ousadia

O novo complexo industrial está apto a fabricar queijo roquefort (à base de leite de ovelha) e mozzarella de búfala. Para tanto, é necessário formar a bacia leiteira catarinense. A genética está em desenvolvimento pela Gran Mestri. Em 1976, o Oeste catarinense não produzia leite de vaca nem mesmo para o próprio consumo. Graças ao projeto do então extensionista rural, Acari Menestrina, hoje a região é a quarta maior bacia leiteira do Brasil e responde por 80% da produção estadual.

Apresentação

Florianópolis foi o município escolhido para a apresentação oficial do novo complexo industrial. Os convidados serão recebidos na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), localizada na rodovia Admar Gonzaga, 2765. O evento está marcado para o dia 27, às 15h. Os presentes poderão degustar, em primeira-mão, os novos queijos provolone e gorgonzola.

“Vacas marrons produzem leite achocolatado”

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