Com incertezas, preço médio da arroba é R$ 200, veja!

Com incertezas, preço médio da arroba é R$ 200, veja!

PARTILHAR
Foto Divulgação

Boa parte das indústrias aguardam uma definição de como foi o consumo de carne bovina no fim de semana prolongado, do outro lado o pecuarista segura a boiada.

Em São Paulo, a referência de preço da arroba do boi gordo permaneceu estável no fechamento desta segunda-feira, 13, na comparação com o último fechamento, na quinta, 9. De acordo com a Scot Consultoria, boa parte das indústrias estava fora das compras, aguardando uma definição de como foi o consumo de carne bovina no final de semana prolongado. No estado, as escalas de abate atendem em torno de cinco dias.

No entanto, a empresa afirma que para os animais que atendem aos requisitos do mercado chinês, as ofertas de compra giram de R$ 195 a R$ 205 por arroba, considerando o preço bruto e à vista.

Segundo informações do Agrobrazil

No app da Agrobrazil, pecuaristas tiveram mais cautela e o número de negociações segue um pouco mais tímido que em março. Em Anhembi/SP, pecuaristas negociaram a Novilha Gorda por R$ 190/@ para animais no mercado interno, pagamento a vista e abate para o dia 15 de abril. Em Pereira Barreto/SP, o valor foi de R$ 200/@ à vista e abate para o dia 21 de abrilO maior destaque é para o mercado do Boi China, confira!

Em Piquerobi/SP, o preço para esse animal é de R$ 202/@ à vista e abate para o dia 28 de abril. Em Naviraí/MS, o valor foi de R$ 183/@ à vista e abate para o dia 25 de abril. Já em Rancharia/SP, foi de R$ 202/@ à prazo com 8 dias e abate para o dia 22 de abril.

A média, segundo app da Agrobrazil, foi de R$ 198,55/@ para a praça de São Paulo, que teve uma variação de preços entre R$ 197 e R$ 202/@, para o Boi Gordo.

“Embora não esteja abundante, a oferta de boiadas aumentou, e o que preocupa é o comportamento da demanda. Caso o consumo siga patinando, a maior disponibilidade pode contribuir com uma pressão de baixa”, diz a empresa.

“Os padrões de consumo mudaram significativamente devido ao fechamento de restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos, desacelerando principalmente o escoamento dos cortes mais nobres. Enquanto isso, o brasileiro médio tem optado por cortes congelados de frango, embutidos e ovos, proteínas que tradicionalmente causam um menor impacto na renda”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias, Safras&Mercados.

Já no campo, o avanço do outono reduz a capacidade de retenção do pecuarista, pois com o clima mais seco e mais frio há um maior desgaste das pastagens, elevando a necessidade de comercialização das boiadas.

  • Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista caíram de R$ 196 para R$ 195.
  • Em Uberaba (MG), passaram de R$ 187,00 para R$ 185 a arroba.
  • Em Dourados (MS), recuaram de R$ 182/R$ 183 para R$ 179/R$ 180.
  • Em Goiânia (GO), as cotações caíram de R$ 185 para R$ 180.
  • Já em Cuiabá (MT), recuaram de R$ 171 para R$ 170.

Atacado

“Os preços da carne bovina ficaram estáveis, mas o viés permanece negativo devido à queda no consumo, principalmente dos cortes mais caros”, afirma o analista. Assim, o corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,35 o quilo.

Compre Rural com informações do Agrobrazil, Scot Consultoria e Agência Safras

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com