Comércio de sêmen bovino já cresceu quase 40% em 2021

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Foto: Carlos Rodrigues

De acordo com o mais recente relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), 5.021.074 doses foram vendidas entre janeiro e março

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) apresentou ao mercado, nesta semana, o novo Relatório Index ASBIA, que contabiliza as estatísticas do setor de inseminação artificial brasileiro referentes ao primeiro trimestre do ano de 2021. Os dados apontam utilização da IA em 64,7% dos municípios brasileiros, o que representa um crescimento de 12,9% em relação ao mesmo período no ano passado. O levantamento revela que 5.021.074 doses de sêmen foram comercializadas nos três primeiros meses do ano, atingindo um crescimento de 39% em vista de 2020.

Segundo o presidente da associação, Márcio Nery, os bons resultados indicam um desempenho ainda maior ao longo do ano. “É uma verdadeira satisfação apresentar esse primeiro relatório de 2021 da ASBIA. Havíamos previsto um crescimento em torno de 25 a 30%, e os números superaram nossas expectativas. Me parece que a perspectiva de chegarmos a 30 milhões de doses totais em 2021 vai ser ultrapassada. Refaço minha previsão de que há uma grande possibilidade de superarmos 32 milhões de doses esse ano”, comenta.

O número de exportações no primeiro trimestre também impressiona, reforçando a forte demanda pela genética “made in Brazil”. Foram exportadas 149.767 doses entre janeiro e março – um avanço de 96% em relação ao ano passado.

A prestação de serviços no mercado da inseminação artificial também cresceu 59%. Mesmo em meio às limitações econômicas e sociais da pandemia, a movimentação do setor possibilitou o alcance de novos parâmetros. “Mesmo com uma situação mais complicada das vendas ao cliente final em relação à aptidão leite, que normalmente crescia 0% ou decrescia, tivemos um crescimento de 8%, com 1.232.287 doses vendidas. Isso demonstra claramente a importância do melhoramento genético”, pontua Nery.

De acordo com Nery, as vendas do mercado de corte, que atingiram 3.112.108 doses, também são excelentes e destacam relevância do Brasil na demanda mundial de carne. “Seguimos atendendo a busca por bezerros desmamados de qualidade e a grande busca por reposição de matrizes de qualidade, não apenas quantidade nos rebanhos. Isso fez com que as vendas de sêmen de corte crescessem 50%. Apenas nesse primeiro trimestre, que costuma ser praticamente morno para a comercialização de doses, o corte vendeu mais de três milhões de doses. É impressionante”, afirma.

Segundo o presidente, o relatório, que reuniu mais de 35 mil informações individuais para gerar os dados, traz perspectivas otimistas para o setor de IA em relação ao ano de 2021. “Tudo está conspirando positivamente para o mercado e nós acreditamos na continuidade desse crescimento. São notícias de muita qualidade, com expectativas superadas. A diretoria da ASBIA está muito satisfeita com o trabalho de apoio que temos feito a todo esse mercado de melhoramento genético”, conclui.

Graças à profundidade, amplitude e acurácia das informações disponibilizadas, o Index Asbia é reconhecido como o melhor relatório setorial produzido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

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