Dólar volta a subir e puxa valores da soja e milho

Dólar volta a subir e puxa valores da soja e milho

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Foto: Divulgação

Dólar fecha o dia nos R$ 5,58, aumenta competitividade do cereal brasileiro no ambiente externo e puxa para cima o preço do milho no mercado físico

Com o dólar buscando os R$ 5,58 ontem, as pedidas pelo milho no mercado físico paulista continuaram sua trajetória de alta, desta vez flertando com os R$ 61,50/sc. O aumento vertiginoso do câmbio afastou compradores internos, mas, fez o apetite externo aumentar com o prêmio pago nos portos ultrapassando a barreira dos US$ 1,30/bu. Na B3, o vencimento para novembro/20 valorizou 2,39%, fechando a quarta-feira à R$ 62,91/sc.

Nos EUA, o milho fechou o dia com mais uma leve queda, desta vez de 0,20% para o vencimento dezembro/20 ficando cotado a US$ 3,69/bu. A colheita em andamento pressiona o mercado físico, no entanto, o movimento de leve desvalorização da B3 pode ser atribuído a uma realização de lucros após consecutivas altas.

Foto: Divulgação

Sem grandes novidades no mercado spot de boi gordo. As negociações seguem em ritmo lento e, com a dificuldade em realizar negócios, as indústrias trabalham com cautela e programações de abate ajustadas. Em São Paulo, a quarta-feira se encerrou com 4,5 dias úteis e os com pontuais reajustes positivos, mas a grande parte das indicações se mantém entre R$ 245,00 e R$ 250,00/@.

Enquanto a carne bovina patina, a proteína de aves no atacado avança com força total, rompendo as máximas nominais, demonstrando uma possível migração para proteínas mais baratas. As cotações do frango resfriado giram em torno de R$ 5,72/kg, o que representa um avanço de 9,06% nos últimos sete dias e alta de 11,38% na comparação mensal.

Foto: Gabriel Berti

Assim como no milho, o câmbio continuou a dar as cartas para a valorização da soja no mercado brasileiro. Os negócios físicos nos portos brasileiros já são realizados acima dos R$ 150,00/sc, e com espaço para que avancem ainda mais. A recente valorização do dólar abriu espaço para que os sojicultores voltassem a comercializar a próxima safra com mais força.

Em Chicago o mercado de soja continuou morno na quarta-feira, a cotação do contrato com vencimento para novembro/20 fechou com leve queda de 0,51%, fechando o dia a US$ 10,15/bu. A desvalorização do câmbio brasileiro (que aumenta a competitividade da nossa soja) dificultou um avanço dos preços nos EUA.

Via Agrifatto

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