Sistema de baixa pressão amplia as áreas de instabilidade, enquanto o tempo seco e a baixa umidade continuam predominando no interior do Brasil
A frente fria provoca temporais em parte do Centro-Sul do país nesta quarta-feira (29), com maior risco de chuva forte, trovoadas, granizo e rajadas de vento na Região Sul. As instabilidades também avançam sobre Mato Grosso do Sul e algumas áreas de São Paulo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O cenário é provocado pela atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai. Ao mesmo tempo, uma massa de ar seco mantém o tempo firme em grande parte do interior brasileiro, onde os índices de umidade relativa do ar podem atingir níveis preocupantes durante a tarde.
Frente fria provoca temporais na Região Sul
Paraná, Santa Catarina e as áreas norte e leste do Rio Grande do Sul permanecem sob influência das instabilidades. A previsão indica chuva acompanhada de descargas elétricas e ventos intensos, além da possibilidade de granizo em pontos isolados.
O Rio Grande do Sul já registra prejuízos provocados pelas tempestades dos últimos dias. Conforme a Defesa Civil estadual, municípios enfrentaram quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia, alagamentos e destelhamentos.
Boa Vista do Cadeado, Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Dom Pedrito, Não-Me-Toque e Santo Antônio das Missões estão entre as cidades afetadas. Em Cachoeira do Sul, ao menos 20 moradores precisaram deixar temporariamente suas casas.
No meio rural, ventos fortes e excesso de chuva podem danificar telhados, galpões, cercas, lavouras e estruturas de armazenamento. Produtores devem acompanhar os alertas meteorológicos antes de realizar atividades externas ou operar máquinas.
Instabilidade alcança Mato Grosso do Sul e São Paulo
Em Mato Grosso do Sul, há previsão de chuva isolada em grande parte do estado. O sul sul-mato-grossense pode registrar trovoadas ao longo do dia.
O oeste de Mato Grosso também pode receber precipitações pontuais. Nas demais áreas do estado, assim como em Goiás e no Distrito Federal, o predomínio será de tempo seco.
Em São Paulo, a mudança começa pelas regiões oeste e centro-sul, onde podem ocorrer pancadas isoladas. O restante do Sudeste permanece com poucas condições para chuva.
As temperaturas máximas devem ficar próximas de 23°C na capital paulista e de 28°C no Rio de Janeiro.
Frente fria provoca temporais, mas interior segue seco
Apesar do avanço das instabilidades, extensas áreas do Brasil continuam sob influência de uma massa de ar seco.
O alerta para baixa umidade abrange o interior de Minas Gerais, o norte de São Paulo, Goiás, Distrito Federal, leste de Mato Grosso, Tocantins e parte do Nordeste.
Em Cuiabá, os termômetros podem alcançar 38°C. Já Goiânia e Brasília devem registrar mínimas próximas de 14°C, evidenciando a grande variação térmica observada no Centro-Oeste.
A baixa umidade aumenta o risco de queimadas e exige atenção especial nas propriedades rurais. O uso do fogo deve ser evitado, principalmente próximo a pastagens, palhadas, reservas ambientais e áreas de armazenamento.
Chuva fica restrita ao litoral do Nordeste
No Nordeste, as precipitações devem se concentrar entre o litoral do Ceará e de Pernambuco, além do noroeste do Maranhão.
O litoral sul da Bahia pode apresentar nevoeiro durante a manhã, reduzindo a visibilidade em alguns trechos rodoviários.
O interior nordestino segue com tempo seco, especialmente no sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, centro-sul do Piauí e centro-oeste da Bahia.
Norte tem pancadas de chuva e calor
Amazonas, Roraima e o noroeste do Pará concentram as instabilidades mais intensas da Região Norte, com previsão de pancadas de chuva e trovoadas.
Também pode chover no norte do Amapá e em Rondônia. Em contrapartida, Tocantins e o sudeste do Pará permanecem com tempo firme e baixos índices de umidade durante a tarde.
Cuidados recomendados no campo
Nas áreas sujeitas a tempestades, o produtor deve proteger insumos, sementes, rações e equipamentos contra infiltrações. Também é importante verificar a fixação de coberturas, estufas, silos e galpões.
Operações como pulverização, aplicação de fertilizantes e transporte de animais devem ser reavaliadas em caso de chuva forte ou ventos intensos.
Nas regiões secas, a prioridade deve ser o monitoramento de possíveis focos de incêndio e das condições de água disponíveis para os animais. A recomendação é acompanhar os avisos oficiais, pois a previsão pode mudar ao longo do dia.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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