Javalis destroem plantação e prejuízo é de R$ 20 milhões

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Foto: Reprodução

Estado do Mato Grosso, maior produtor de soja do país, sofre com o prejuízo dos ataques de Javalis; Sindicato estimou prejuízo de R$ 20 milhões em Lucas do Rio Verde!

O Brasil se tornou uma potência na produção de soja, sendo hoje o maior produtor e exportador do grão no mundo. Entretanto, o produtor no campo vem convivendo com uma cena que se repete a cada safra. Javalis, javaporcos e animais semelhantes estão devorando lavouras de milho e provocando prejuízos imensos aos agricultores em Mato Grosso.

Quando o assunto é javali, os produtores rurais já até arrepiam, já que essa praga tira o sono de quem produz alimentos nesse país. Segundo informado pelo Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, algumas regiões, já estão contabilizando perdas que chegam a cifras milionárias.

O animal é classificado como uma das cem piores espécies exóticas invasoras do mundo pela União Internacional de Conservação da Natureza. Sua agressividade e facilidade de adaptação são características que, associadas à reprodução descontrolada e à ausência de predadores naturais, resultam em uma série de impactos ambientais e socioeconômicos, principalmente para pequenos agricultores.

Rastros de destruição que se repetem há 5 safras. Os danos causados pelos porcos selvagens nas lavouras de milho são recorrentes na fazenda do produtor Tiago Strapasson, em Vera, no médio-norte de Mato Grosso. Os animais chegam a se alojar no meio do milharal, que ocupa 1.400 hectares, apontou reportagem do Canal Rural.

“Antigamente eles só atacavam as bordaduras dos matos, hoje eles estão mais espertos. Ficam dez, doze dias dentro da lavoura, só saem nas beiradas das estradas para beber água e voltam para dentro da lavoura”, diz Strapasson em entrevista ao canal. 

Ainda segundo a reportagem, em Lucas do Rio Verde, a preocupação e o prejuízo é ainda maior. Um levantamento realizado pelo Sindicato Rural estima que 3% da safra de milho foi prejudicada pelos animais, prejuízo de mais de R$ 20 milhões.

“É um problema antigo, e não tem controle. Vamos continuar tendo problemas econômicos. Estamos perdendo R$ 7 mil por hectare. Daqui a pouco, isso inviabiliza a cultura”, afirma o produtor rural Samuel Schwartz

Segundo os dados do IBGE, a produção de soja em Lucas do Rio Verde, alcançou cerca de 874 mil toneladas. Uma produção que gerou um valor de R$ 1,09 milhões para o município em uma área plantada de 235 mil hectares.

Na propriedade de Cleiton Bigaton, animais invadiram uma área de 670 hectares de milho e destruíram boa parte da plantação. “Perdi de 5% a 6%, sem calcular muito. É o ano de mais estrago até hoje”, conta.

Na região do Vale do Araguaia, os estragos provocados pelos porcos selvagens nos milharais também preocupam. Em Canarana, onde foram cultivados mais de 100 mil hectares de milho nesta segunda safra, sobram prejuízos e apreensão no campo.

“Vemos aqui uma lavoura de milho exterminada por porcos do mato, deixaremos de colher um milhão de sacas, isso é alimento que deixará de ir na mesa do consumidor, deixaremos de arrecadar também R$ 100 milhões de reais, dinheiro esse que também poderia girar na economia do nosso município. Em conversa com sindicatos rurais e núcleos da Aprosoja de todo o estado estima-se uma perda de 5%, então devemos conversar com órgãos competentes e com todo setor produtivo, para tentar resolver esse problema que ano após ano, vem aumentando e prejudicando os produtores rurais”, finaliza Diego Dallasta, vice-presidente Aprosoja Oeste

Para caçar o bicho, no entanto, é preciso experiência, muita experiência, pois o porco não tem medo do caçador e pode até atacar. Há histórias de sobra em que caçadores foram feridos pelo ataque dos javalis. Utilizar cães farejadores e de agarre é uma excelente estratégia. Confira abaixo!

As armas de fogo preferenciais são os fuzis calibre .308, que proporcionam tiros efetivos e com precisão. O armamento também inclui espingardas de calibre .12 e .20 e facões. Outra forma de abate é a “ceva”, armadilhas que atraem os javalis com comida e são capturados. Essa, geralmente é montada nas lavouras e são mais eficientes à noite, quando o javali se movimenta.

Quem pode caçar javalis?

São necessários alguns procedimentos antes de ir à caça do animal, como por exemplo, ter autorização do Ibama para isso.

O Sistema de Informação de Manejo de Fauna (Simaf) é o sistema eletrônico de informação, disponível nos serviços online do Ibama, que o cidadão deve acessar para encaminhar documentos referentes ao manejo de javalis. Trata-se, portanto, de um sistema automatizado, interativo e simplificado de atendimento à distância e de informação, que visa melhorar o atendimento e a prestação de serviços junto aos interessados em geral.

Um baita de um javali! É possível ver pela foto que o animal pesa mais de 200 kg, e era um cachaço, como é chamado o macho. Esses animais tem um poder de destruição nas lavouras, podem atacar os animais de criação e até mesmo os humanos, caso se sintam acuados.

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