Mercado futuro do boi tem susto após bolsa despencar

Mercado futuro do boi tem susto após bolsa despencar

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Aversão ao risco no mercado financeiro contamina negócios do boi na B3, mas não chega ao mercado físico que segue nos mesmos patamares de preços.

Nesta quarta-feira (17), as negociações futuras na Bolsa Brasileira (B3) foram interrompidas em função de terem atingidos os limites de baixa nos preços. O mercado futuro está sendo impactado pela as informações do avanço do coronavírus e a disputa pelo Petróleo entre a Arábia Saudita e a Rússia.

A notícia pode ser nova, mas para quem tem informação de qualidade na mão, já estava por dentro do assunto. Anunciado no início desta semana pelo Analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, consultor do Agrobrazil, em sua entrevista ao Compre Rural, foi alertado sobre o que se concretizou durante o dia de hoje.

A grande diferença entre o bom e o ótimo, pode estar na qualidade da informação. Isso foi provado mais uma vez essa semana, e aqueles que acompanham o Agrobrazil tiveram a chance de se precaver quanto ao momento vivido pelo mercado futuro do boi. O número de informações e uma junção de dados, permitiram que as projeções tivessem sido feitas com antecedência.

Informação de qualidade da porteira pra fora é o pulo do gato para o pecuarista que deseja aumentar a margem de lucro na pecuária!

Conforme apresentado pelo app da Agrobrazil, o fechamento na B3 para março foi de R$ 191/@, seguido por uma queda de quase R$ 8. Já o fechamento de maio foi de R$ 190,30, com uma variação de -R$ 8,95. Quando olhamos para outubro, a situação requer mais cautela, onde a arroba ficou precificada em R$ 199,45, uma variação de -R$ 9,40. Mas o mercado físico ainda anima os pecuaristas que vivem o “agora”.

Segundo o Analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, as informações sobre o coronavírus estão deixando as pessoas assustadas. “Esse cenário se reflete nas indústrias que atuam na exportação e essas empresas já estão cautelosas para realizar novos negócios”, comenta.

Com relação à demanda chinesa, o analista aponta que alguns containeres que estavam parados nos portos começaram a se movimentar. “Os nossos contatos indicam que alguns containeres começaram a se mexer e a situação parece que está se normalizando. No entanto, não sabemos se isso é uma fase de normalização, ou, se é uma nova fase que o governo deixando entrar novas mercadorias”, relata.

Mercado físico

De acordo com o Analista de Mercado da Scot Consultoria, Alcides Torres, o mercado físico não ficou comprometido e a oferta restrita de animais segue sustentando os valores da arroba. “Nós estamos em um momento de alta nos preços do boi gordo e, principalmente, da reposição. Claro que uma economiza fragilizada pode afetar o consumo da proteína”, relata.

Por outro lado, a cotação do dólar se torna um grande estimulo para as exportações de carne bovina. “Hoje o movimento é muito especulativo e é muito precoce dizer o que vai acontecer. Não sabemos por quanto tempo os Estados Unidos vão manter essa atitude de fechamento de fronteiras com os Europeus”, afirma.

O analista ressalta que a potência asiática não deixou de comprar carne bovina in natura do Brasil, mas que tem uma especulação é de como ser o consumo de carne vermelha na China. “A tendência é que as referências no mercado físico continuem firmes ao longo deste ano”, destacou.  

Compre Rural com informações do Agrobrazil, Notícias Agrícolas e Scot Consultoria

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