SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do mundo, projeta expansão de 9% – aproximadamente 60 mil hectares – na área plantada para a safra 24/25 e vê mercado favorável para arrendamentos; Conhecida como Rei da Soja, ela já anunciou mais 45 mil hectares em novos arrendamentos
A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do Brasil, anunciou recentemente um aumento significativo no potencial de área plantada para a safra 2024/25. Segundo o CEO da companhia, Aurélio Pavinato, a empresa pretende ampliar em aproximadamente 60 mil hectares a área cultivada, o que representa um crescimento de 9%.
“Somando as três operações, vamos aumentar o potencial de área plantada em aproximadamente 60 mil hectares para a safra 2024/25”, declarou Pavinato durante teleconferência para comentar os resultados financeiros do segundo trimestre. Mesmo com um recuo de 7,8% no lucro líquido, que ficou em 321,4 milhões de reais, a empresa continua otimista em relação ao futuro.
A companhia teve plantio de 320 mil hectares de soja em 2023/24, quase 190 mil hectares de algodão e mais de 95 mil hectares de milho. Enquanto avalia a expansão de plantio, a SLC ainda não tem os custos projetados para a temporada 2024/25, disse o diretor financeiro, Ivo Brum, acrescentando que a companhia trabalha em análises de solo para ver a viabilidade do algodão, informou publicação da Reuters.
Essa expansão reflete a confiança da SLC Agrícola no mercado de arrendamentos, uma prática comum no agronegócio brasileiro que permite a produtores rurais e grandes empresas aumentarem sua produção sem a necessidade de adquirir novas terras. O cenário é especialmente promissor, considerando a crescente demanda global por alimentos e a importância estratégica do Brasil como um dos maiores produtores de grãos do mundo.
Os preços mais baixos de commodities agrícolas como soja e milho também favorecem arrendamentos de terras a preços mais baixos no Brasil, e a SLC Agrícola avaliará as oportunidades para tirar proveito dessa conjuntura e eventualmente ampliar sua áreas plantadas, disse Pavinato.
Ele notou que, para a nova safra 2024/25, as oportunidades de arrendamento já estão se fechando, uma vez que o plantio em Mato Grosso começa no próximo mês.
Mas indicou que a companhia está atenta para eventuais acordos visando 2025/26. “As oportunidades de arrendamento para o próximo ano vão continuar existindo”, disse ele, durante teleconferência de resultados trimestrais.
Segundo Pavinato, nos próximos dois anos, o preço do arrendamento de terras vai se manter estável ou ter ajuste para baixo, já que o setor como um todo vai ter rearranjo por conta do ciclo de baixa das commodities.
“Obviamente, temos de analisar e fazer negócios convenientes”, comentou. “Hoje estamos confortáveis, entregando o que prometemos, dentro de estratégia de fazer negócios no momento certo para dar sustentação ao crescimento com rentabilidade.”
Os ajustes nos preços de arrendamento ocorreriam após altas importantes nos últimos anos, quando a soja e o milho estavam mais caros.
Expansão da SLC Agrícola é sinal de força do agronegócio brasileiro
Para o produtor rural, essa expansão da SLC Agrícola é um sinal claro de que o agronegócio brasileiro segue firme, mesmo diante de desafios econômicos e climáticos. A prática de arrendamento de terras, destacada pela companhia, abre portas para que pequenos e médios produtores possam se beneficiar de tecnologias avançadas e de uma gestão mais eficiente, resultando em maior produtividade e lucratividade.

A defesa do produtor rural passa por reconhecer a importância de empresas como a SLC Agrícola, que investem no crescimento sustentável e no fortalecimento do setor agropecuário. É fundamental que políticas públicas e privadas continuem a apoiar o arrendamento e outras iniciativas que promovam a expansão da produção nacional, garantindo que o Brasil mantenha sua posição de destaque no mercado global de alimentos.
A projeção de crescimento da SLC Agrícola não é apenas uma boa notícia para a companhia, mas também para o agronegócio brasileiro como um todo. Ao ampliar a área plantada e apostar em arrendamentos, a empresa fortalece o setor, beneficiando milhares de produtores rurais e contribuindo para a segurança alimentar global.
SLC mantém programa de recompra de ações em meio a desvalorização no mercado
Ainda segundo matéria da Reuters, durante uma teleconferência recente, o diretor financeiro da SLC Agrícola expressou insatisfação com o atual valor das ações da companhia. Ele destacou que a empresa pretende continuar com seu programa de recompra de ações, visando corrigir essa subvalorização.
O diretor ressaltou que as terras da SLC estão avaliadas em aproximadamente 11,59 bilhões de reais, superando o valor de mercado da empresa, que está em torno de 8 bilhões de reais. Esse descompasso entre o valor dos ativos da empresa e a sua capitalização de mercado tem gerado preocupações internas.
Outro ponto levantado foi a significativa participação das áreas arrendadas na operação da SLC. Mais de 60% da área plantada pela companhia é composta por terras arrendadas. “Tem toda a geração de caixa nas terras arrendadas que não está sendo precificada… Achamos que o mercado deveria precificar melhor”, afirmou o diretor, sugerindo que o valor estratégico dessas operações ainda não está completamente refletido no preço das ações da SLC.
Essas declarações reforçam a visão da empresa sobre a importância do arrendamento e a necessidade de ajustes no mercado para refletir com mais precisão o valor real dos seus ativos e operações.
Compre Rural com informações da Reuters e SLC Agrícola
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
Pesquisa com 309 genótipos mostrou diferença de quase 1 t/ha no trigo dependendo da variedade cultivada anteriormente e abre nova frente para o melhoramento genético.
Forever Young vence o G1 Jockey Club Gold Cup na reabertura de Belmont, chega a US$ 32,3 milhões em prêmios e mira o bi da Breeders’ Cup Classic.
Consumo mundial de milho pode superar a produção em quase 30 milhões de toneladas em 2026/27, enquanto Brasil ganha papel decisivo na oferta global.
Keeneland September 2026 alcança recorde histórico com 69 cavalos vendidos por US$ 1 milhão ou mais e US$ 379 milhões movimentados em cinco sessões.
Argentina aproveita redução das vendas brasileiras à China, enquanto carne exportada chega a US$ 7.700 por tonelada e gado se valoriza.
Primeiro medicamento veterinário específico para hiperinsulinemia em cavalos chega ao mercado britânico e abre nova frente contra o risco de laminite.
Continue Reading Medicina equina ganha tratamento inédito para laminite em cavalosVariedade plantada antes pode mudar em quase 1 tonelada a produtividade da cultura seguinte
Cavalo de US$ 32 milhões vence nos EUA e treinador surpreende: “Nunca verei outro como ele”
Mundo caminha para maior déficit de milho em mais de 30 anos — e Brasil ganha papel decisivo
Recorde histórico cai em cinco dias: Keeneland já tem 69 cavalos acima de US$ 1 milhão
Brasil perde espaço e Argentina aproveita janela para vender carne mais cara à China
Medicina equina ganha tratamento inédito para laminite em cavalos





