Fogo começou em uma esteira de cargas na região do Paquetá, foi controlado sem deixar feridos e não provocou interrupção das operações do cais, segundo a Autoridade Portuária de Santos
Um incêndio no Porto de Santos mobilizou bombeiros e equipes de emergência na tarde de quinta-feira (24), na região do Paquetá, margem direita do complexo portuário paulista. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), as chamas começaram por volta das 13h em uma esteira de cargas e avançaram sobre equipamentos próximos. Não houve feridos.
A ocorrência envolveu uma estrutura retroportuária ligada às operações do Moinho Paulista/Nita Alimentos, próxima à região do Cais 12/12A. Apesar das imagens de fogo e fumaça, a APS informou posteriormente que as atividades do cais não precisaram ser interrompidas e nenhum equipamento público do porto foi danificado. Continue a leitura e acompanhe o Compre Rural, onde informação de qualidade ajuda a fortalecer quem vive e produz no campo.
Incêndio começou em esteira de cargas
O primeiro foco foi identificado em um sistema de movimentação de cargas. A APS informou que o fogo alcançou outros equipamentos da instalação, mas não detalhou quais estruturas privadas sofreram danos. Informações preliminares obtidas pela CNN Brasil apontam que a esteira estava relacionada à movimentação de trigo.
A causa permanece sob investigação. O Moinho Paulista informou à imprensa que começou a avaliar as circunstâncias da ocorrência e as providências necessárias após o controle das chamas. Até esta sexta-feira (25), não havia divulgação pública de laudo ou conclusão técnica que permitisse associar o incêndio a falha elétrica, mecânica, superaquecimento ou qualquer outro fator específico.
Bombeiros e brigadas atuaram no combate
O atendimento reuniu o Corpo de Bombeiros, a Brigada de Incêndio da Guarda Portuária e equipes privadas. O Corpo de Bombeiros mobilizou três viaturas e oito profissionais, segundo informações divulgadas após a ocorrência. A brigada da Cofco, instalada nas proximidades, também prestou apoio.
A cooperação entre instalações vizinhas faz parte do Plano de Ajuda Mútua (PAM), sistema coordenado pela APS para integrar empresas e órgãos públicos na resposta a emergências no complexo portuário. O mecanismo completou 60 anos em agosto de 2026 e reúne, entre outros participantes, terminais, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.
Por volta das 14h, o incêndio já estava controlado. Depois disso, as equipes permaneceram na área para rescaldo e inspeção. A operação de emergência foi encerrada por volta das 16h, conforme informações da APS reproduzidas pelo UOL.
Terminal da Cofco não foi atingido
A proximidade entre as instalações exige uma distinção importante. A Cofco não foi a empresa atingida pelo incêndio. A multinacional confirmou à CNN Brasil que o fogo ocorreu em outra estrutura e que sua participação se limitou ao apoio prestado pela brigada de emergência.
A companhia mantém uma operação relevante para o agronegócio no complexo santista. Em agosto, por exemplo, seu terminal foi utilizado em um embarque de 69 mil toneladas de sorgo brasileiro com destino à China, movimento que ampliou a presença do cereal nacional no mercado asiático. O assunto foi detalhado na reportagem sobre o primeiro grande embarque de sorgo brasileiro realizado pela Cofco para a China.
Operações do cais continuaram normalmente
Apesar do incêndio, a APS informou que não houve impacto nas operações do cais. A informação é relevante porque, até as primeiras horas após a ocorrência, ainda não estava claro se o fogo poderia comprometer o fluxo de cargas pela área atingida.
Também não há, até o momento, indicação de reflexos sobre embarques agrícolas, disponibilidade de fretes ou formação de preços. Qualquer associação entre o incidente e alterações no mercado dependeria de uma interrupção operacional relevante, situação que não foi registrada.
O Porto de Santos ocupa posição estratégica justamente pelo volume de produtos agrícolas que passa pelo complexo. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, entre janeiro e julho de 2026, Santos respondeu por 35,74% das exportações brasileiras de soja, 22,27% das de milho e 43,79% das vendas externas de farelo de soja.
O desempenho dos corredores utilizados pelo setor pode ser acompanhado também na reportagem sobre o avanço das exportações de grãos e as oscilações dos fretes nas principais rotas brasileiras.
Porto de Santos já movimentou 126 milhões de toneladas em 2026
Os dados mais recentes da própria APS dimensionam o peso do complexo para o comércio exterior. De janeiro a agosto de 2026, foram movimentadas 126 milhões de toneladas, crescimento de 3% em relação ao mesmo período anterior. Somente em agosto, o volume chegou a 16,4 milhões de toneladas.
A expansão vem acompanhada de aumento da capacidade e de novos projetos logísticos. O complexo também se aproxima de uma marca acumulada de 100 milhões de TEUs movimentados desde o início da operação com contêineres, tema abordado na análise sobre a expansão histórica da movimentação de contêineres no Porto de Santos.
Nesse contexto, incêndios e outras ocorrências em estruturas logísticas são acompanhados com atenção pelas cadeias produtivas porque paralisações prolongadas podem repercutir no recebimento, armazenamento e embarque de produtos agrícolas. Esse cenário, porém, não foi registrado no episódio desta quinta-feira.
Causa do incêndio ainda será esclarecida
A principal informação pendente é a origem das chamas. O Moinho Paulista informou que avalia as causas e as medidas preventivas decorrentes do episódio, enquanto as autoridades não divulgaram conclusão técnica sobre o que provocou o fogo.
Também não foi apresentado um balanço financeiro dos danos causados aos equipamentos privados. Assim, qualquer estimativa de prejuízo ou hipótese sobre responsabilidade seria prematura.
O quadro confirmado até agora é de uma ocorrência localizada, sem vítimas e sem interrupção das operações do cais. Os próximos esclarecimentos deverão se concentrar na causa do incêndio e na extensão dos danos às estruturas diretamente atingidas.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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