Uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, teve resultado positivo para o vírus da Doença de Newcastle, apesar de os animais mantidos no local não terem demonstrado qualquer sinal da doença.
Em nota divulgada na última segunda-feira, dia 19 de outubro de 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura e a entidade catarinense que representa a indústria de carnes e derivados disseram estar monitorando a situação ao lado do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina.
Entre as providências em curso estão ações de isolamento e controle previstas na legislação sanitária, direcionadas a conter a propagação do vírus dentro do ambiente produtivo. A ausência de sinais clínicos nos animais reforça, para o setor, a importância de monitorar constantemente as granjas, já que o patógeno pode estar presente antes de qualquer manifestação visível.
Reação do mercado às notícias do setor
Ações de empresas do setor avícola caíram após a divulgação do caso: a JBS recuou até 2% em Nova York, enquanto os papéis da MBRF registraram queda de até 6%. O movimento nos mercados financeiros reflete a sensibilidade do setor a qualquer ocorrência sanitária que possa afetar exportações.
Em 2024, após um caso no Rio Grande do Sul, grandes importadores, como China e União Europeia, chegaram a suspender as compras de carne de frango brasileira.
Santa Catarina responde por aproximadamente 23% das exportações brasileiras de carne de frango no período entre janeiro e setembro deste ano, o que explica a atenção redobrada do mercado a qualquer novo foco identificado no Estado.
Protocolos sanitários em vigor no país
Segundo as entidades, o país conta com uma estrutura consolidada de defesa sanitária animal, que inclui mecanismos de monitoramento, prevenção e reação voltados a episódios desse tipo.
A legislação em vigor prevê contenção e controle sanitário, aplicados conforme a gravidade e o estágio de cada ocorrência, para impedir que o vírus avance para outras granjas da região ou do Estado.
As entidades informaram que o episódio não compromete a segurança dos alimentos disponíveis ao consumidor final. Não há risco associado ao consumo do produto, e as providências sanitárias se restringem ao sistema produtivo, sem impacto na cadeia de distribuição ou venda.
O caso em Nova Itaberaba segue sob acompanhamento do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, e os protocolos sanitários previstos já são aplicados. O setor produtivo catarinense mantém o foco na biosseguridade enquanto aguarda a conclusão das medidas de contenção na propriedade afetada.













