Zootecnista tem quase 100% do corpo queimado em Mato Grosso

Zootecnista tem quase 100% do corpo queimado em Mato Grosso

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Zootecnista tem quase 100% do corpo queimado ao tropeçar enquanto tentava apagar incêndio em Mato Grosso; incêndios têm se intensificado com a seca na região

Um zootecnista teve quase 100% do corpo queimado durante um incêndio em uma fazenda às margens da BR-070, nas proximidades da Serra do Facão em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, na tarde de domingo (6).

Segundo informações, Luciano da Silva Beijo, de 36 anos, e outros dois funcionários que trabalham na fazenda tentaram conter as chamas, mas foram surpreendidos por uma rajada de vento muito forte que propagou o fogo.

O fogo ‘saltou’ para o outro lado da estrada e se alastrou no pasto da fazenda. Todos correram, mas Luciano tropeçou, ficou preso e foi alcançado pelas chamas.

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Ele foi sorrido por outros funcionários e encaminhado ao pronto em estado grave no Hospital Regional de Cáceres com quase 100% do corpo queimado.

Ainda conforme a direção da fazenda, toda a assistência está sendo oferecida à família e ao funcionário.

O zootecnista será transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Cuiabá ainda nesta terça-feira (8). O estado de saúde de Luciano inspira cuidados. Somente o zootecnista ficou ferido.

Evitando e combatendo os incêndios

Além de extintores, os proprietários de sítios e fazendas podem contar com uma série de equipamentos que são de vital importância no combate a incêndios, principalmente em pastos ou áreas cultivadas. Podemos citar, dentre os principais, abafadores manuais, pás, rastelos, motobombas, bombas costias e produtos químicos supressantes de fogo.

Incêndio em pastagens, lavouras ou matas

Os sítios, fazendas e outros imóveis nas zonas rurais, no entanto, estão sujeitos a um outro tipo de incêndio, muito mais devastador, isto é, o incêndio em pastagens, lavouras ou matas.

Para evitar o perigo de um incêndio em pastagens, lavouras ou matas, direta ou indiretamente, devemos tomar as seguintes medidas:

– nunca jogar cigarros acesos, mesmo em locais de terra nua, estradas ou terreiros, porque o vento pode jogá-los para cima de capins ou de palhas, provocando um incêndio de proporções, às vezes, incalculáveis;

– não fazer queimadas, principalmente em períodos de seca, em dias muito quentes ou quando o capim do pasto está muito seco;

– não fazer queimadas ou queimar lixo muito perto dos pastos, capoeiras, matas ou qualquer outra cobertura vegetal, para evitar que o fogo se alastre passando para elas, o que torna muito difícil ou mesmo impossível o seu combate somente com os recursos existentes na propriedade;

– tomar cuidado com a fumaça saída de chaminés de caldeiras, fornos, etc., para que elas não soltem, também, fagulhas que poderão provocar incêndios;

– Não soltar fogos de artifício, porque eles podem cair nos pastos, matas, etc., provocando a sua destruição pelo fogo;

– Não soltar balões, o que aliás, é rigorosamente proibido por lei, pois eles podem se incendiar e sua bucha, acesa, poderá causar grandes incêndios, no próprio imóvel ou em vizinhos próximos ou mais distantes;

– Manter sempre, em boas condições de conservação, a rede elétrica, principalmente de alta voltagem, para que não caiam fios provocando faíscas que poderão atear fogo em pastos, capineiras, lavouras e palhoças, sempre de fácil combustão;

– Obrigar os trabalhadores a apagarem o fogo de seus fogões improvisados para esquentar a comida, quando estão trabalhando na roça.

Combate

Após enumerarmos uma série de causas que podem provocar um incêndio na propriedade rural, passamos a indicar as maneiras de combater diversos tipos de incêndios em pastagens, capoeiras ou matas.

Quando começa um pequeno foco de incêndio em capim baixo, basta que, com um saco ou ramo de arbustos, batamos enérgica e rapidamente sobre o fogo e, com certa facilidade, o apagaremos. O melhor, neste caso, é o uso de abafadores próprios para esta aplicação.

Quando o fogo já pegou no pasto e vem se alastrando com maior ou menor velocidade, conforme a força e a direção do vento, podemos tentar apagá-lo com abafadores manuais, bombas costais ou com água captada de um rio ou lago, com o auxílio de uma motobomba. Caso não o consigamos dominar dessa maneira, em geral por ser o capim muito alto, devemos fazer rapidamente um acero a certa distância, na frente do fogo, desde que haja tempo para completá-lo, o que nada mais é do que uma faixa que roçamos, para que o capim fique baixo e quando o fogo chegar e começar a queimá-lo, torna-se mais fácil apagá-lo. Melhor ainda, se tocarmos fogo nesse acero, mas controlando para que ele siga em direção ao fogo que queremos dominar: assim, lançamos esse fogo contra o outro fogo que queremos apagar.

Nesse último caso, é preciso muito cuidado para que o fogo que tocamos no acero, não mude de direção e se torne outro fogo a ser combatido – quando o incêndio é em capoeiras e matas, o seu combate é muito mais difícil. Também nesse caso devemos fazer um acero a uma certa distância da mata, roçando para que o capim fique bem baixo, tocamos fogo no acero e o vamos controlando à medida que ele vai se dirigindo em direção à mata incendiada, mas só até uma certa distância dele. Assim, quando o fogo chegar ao acero já queimado, não terá mais combustível para alimentá-lo e vai se apagando. O melhor ainda, quando for possível fazê-lo, é fazer um acero capinado, ficando na terra nua pois, assim, os resultados são mais garantidos.

Em incêndios de pastos ou matas, devemos manter um ou mais homens somente para verificar onde caem as fagulhas, para apagá-las, antes que se transformem em novos focos de incêndios, às vezes muito atrás da linha de combate.

Em caso de incêndios que não forem controlados imediatamente, o grupamento de incêndios mais próximo deve ser comunicado imediatamente e nenhuma ação maior deve ser tomada (como atear fogo em aceros), sem a aprovação e a ajuda dos bombeiros.

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