A dúvida principal é “se as pessoas contaminadas e assintomáticas podem ter repassado o vírus para as carnes que manipularam?”. Confira a resposta!
Os apreciadores de um bom churrasco podem respirar aliviados porque até o momento não há indício de carnes ou outros alimentos contaminados pelo novo coronavíris. A questão foi levantada por leitor do Campo Grande News diante dos inúmeros casos de covid-19 diagnosticados entre funcionários dos frigoríficos de Mato Grosso do Sul.
A dúvida principal é “se as pessoas contaminadas e assintomáticas podem ter repassado o vírus para as carnes que manipularam?”.
O médico infectologista Júlio Croda opinou ser uma hipótese “difícil” de ocorrer. Isso porque os funcionários de frigorífico que trabalham diretamente com a manipulação de alimentos seguem protocolos rígidos de biossegurança. “Os pacientes assintomáticos transmitem menos o vírus”, completou o médico.
Croda disse não ter informações sobre a viabilidade do vírus no alimento, mas acredita ser mínimo. “Após o cozimento o vírus é eliminado da carne”.
Explicação semelhante foi dada pela nutricionista Débora Soria. Segundo ela, por ser um vírus novo ainda não é possível falar com plena convicção sobre o assunto, mas até o momento não há notícias sobre contaminação desta forma.
“Acho muito improvável. Os alimentos normalmente são cozidos a 180ºC, 200ºC e essa temperatura geralmente mata tudo”, declarou se referindo aos microorganismos que causam doenças.
Para Débora, em princípio, não deve haver preocupação nem em relação aos pratos que usam carnes cruas como o carpaccio ou quibe cru. “Eles são rígidos quanto às medidas de higiene no manuseio dos alimentos. Possivelmente, a contaminação não ocorreu ali, mas na área de convivência, quando estavam sem luva e sem máscaras. É um local que tem muita gente”, comentou.
A nutricionista alerta ainda que se há preocupação com as carnes deve haver também com outros alimentos como as frutas, por exemplo. “A maçã a gente também come crua”.
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou nota sobre o assunto em março deste ano. Citando a Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (European Food Safety Authority – EFSA), eles informaram que “o vírus precisa de um hospedeiro – animal ou humano – para se multiplicar” e não há notícias sobre contaminação por meio dos alimentos.
Mesmo assim, orientam as pessoas a prestarem atenção no quesito limpeza das superfícies e utensílios que entram em contato com os alimentos.
Com informações do Campo Grande News.