Filho mata pai com tiro acidental em caça de javalis

Filho mata pai com tiro acidental em caça de javalis

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Foto Divulgação

Segundo informações, dupla caçava animais quando incidente ocorreu; filho deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Nos do Compre Rural, lamentamos o incidente ocorrido. Somos parceiros e lutamos pela caça dos Javalis para que seja feito o controle populacional da espécie que é tão predatória para o agronegócio. Não apoiamos a caça ilegal. Desejamos a todos os familiares apoio nesse momento.

A caça aos javalis tem aumentado a cada dia. Dor de cabeça para produtores de diversas regiões brasileiras, esses animais precisam ser controlados para não destruirem lavouras e atacarem rebanhos.

Javali é considerado o animal que mais ataca humanos no mundo, sendo a morte de humanos maior do que as causadas pelos tubarões!

A caça desses animais deve ser feita de forma correta e seguindo os critérios necessários para que acidentes não aconteçam. Lembramos ainda que os Javalis são a única espécie que possui a caça permitida no Brasil.

Um homem de 34 anos matou o próprio pai com um tiro durante uma caça de javalis próximo a cidade de Postiglione, na província de Salermo, no Sul da Itália, neste domingo.

Segundo as autoridades locais, o homem fez o disparo quando viu uma sombra em meio a arbustos e acabou acertando o pai na parte inferior do abdômen.

A vítima tinha 55 anos e foi identificada como Martino Gaudioso. O filho acionou as autoridades assim que se deu conta do ocorrido, mas o homem não resistiu ao ferimento.

O atirador deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo a mídia local, a dupla estava caçando em uma área onde a prática é proibida.

No ano passado, ao menos três acidentes como esse ocorreram na Itália, um deles envolvendo um jovem de apenas 18 anos.

Tipos de cães usados na caça aos Javalis

Há três tipos de cachorros usados nas caçadas. O grupo dos farejadores é responsável por identificar o rastro da presa e sinalizar qual o caminho que deve ser percorrido. No Brasil, os mais comumente utilizados nessa tarefa são os hounds, que engloba raças de caça como fox hound americano, beagle, veadeiro nacional e veadeiro pampeano, exemplifica Knichalla.

Há também os cães de contenção, cuja função é deter o javali, impedindo sua fuga até que a equipe chegue ao local. Para desempenhar esse papel, é preciso conciliar força e agilidade. Nessa posição, estão raças como o greyhound.

“No Brasil, a gente chama de galgo, que são animais de corrida. Nós usamos muito essa raça e também cruzamos ela com o dogo argentino para fazer o ‘dogal’, um animal intermediário, com musculatura mediana, veloz, ágil e com faro”, diz o caçador.

Por último, há os cães de agarre, que são os que confrontam a presa. Aqui se sobressaem exemplares pesados e mais agressivos, que recebem um colete durante a caça para proteger as partes mais sensíveis.

“Eu particularmente uso (nessa função) o buldog americano e o dogo argentino. Tem muita gente que usa o pit bull, um excelente animal’, informa Knichalla.

Treinamento

Para auxiliar nas buscas, os cachorros começam a ser treinados aos seis meses de idade. Eles são levados ao campo para se acostumarem com o ambiente de caça. Durante a atividade, é primordial colocar os mais jovens ao lado dos mais experientes. 

O caçador Mário Knichalla Neto diz que é importante acostumar os cães desde cedo com a mata, com os animais silvestres e até com vacas e cavalos. “Além disso, tem a questão da disciplina: quanto mais cedo começar a educar, mais chances você tem de não ter problema”, conta. 

O treinador de cães Joseph Correa Evangelistaeu afirma que costuma andar com os exemplares pela fazenda e por brejos, para que eles se adaptem às condições do ambiente onde acontecem as caçadas.  “Quando ele for caçar realmente, vai estar mais habilidoso, não vai se enroscar, não para, não fica com medo do córrego e da água”.

Os cachorros são alimentados à base de ração, e a quantidade varia de acordo com o peso, correspondendo geralmente a 1% do total – um animal de 50 kg se alimenta com 500 gramas de ração, por exemplo. Knichalla afirma que as cadelas que estão em fase de amamentação recebem um tratamento específico, porque são submetidos a um grande desgaste.

“Usamos uma suplementação vitamínica e uma quantidade maior de ração”, revela.

Os filhotes, por sua vez, ganham suplemento composto de leite, cálcio e um pouco de mel para dar um “gostinho” melhor.  “Nós não desmamamos da mãe, o que aumenta a imunidade e a saúde”, afirma Evangelista. Ele conta que os pequenos recebem vacinas a partir do 28º dia de nascimento, com repetição a cada 14 dias.

Knichalla acrescenta que não é necessário castrar o animal para a caça. Segundo ele, isso não tem influência sobre as habilidades do bicho; ele, particularmente, opta por não fazer a castração.

“Se você tem um excelente cão de caça e ele é castrado, como que você vai tirar um filhote para herdar o trono?”, pergunta.

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