Frigoríficos estão ficando sem estoque, arroba vai subir!

Frigoríficos estão ficando sem estoque, arroba vai subir!

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Foto Divulgação.

Com o mercado interno começando a reagir, com a virada do mês e chegada das aulas, é esperado uma reação dos frigoríficos para refazer estoque, momento em que o pecuarista pode pedir mais pela arroba!

Após passar a segunda-feira fora das compras, os frigoríficos paulistas abriram as compras derrubando a cotação em R$1,00/@. Mas não conseguem concretizar muitas compras. O pecuarista precisa entender que o mercado só irá ceder para baixo se aumentarem a oferta de animais para abate. Os frigoríficos estão com os estoques apertados e terão que começar a ofertar preços maiores para poder manter as escalas de abate e, também, o fornecimento de carne para os atacados e varejo.

No estado, o boi gordo ficou cotado em R$190,00/@, bruto, R$189,50/@ com desconto do Senar e R$187,00/@ com desconto do Senar e do Funrural. Destacando que há ofertas de compra ainda menores.

“As indústrias podem começar a reabastecer seus estoques, o que pode proporcionar suporte aos preços atuais ou até mesmo reaquecer as cotações da arroba”, destaca a consultoria Agrifatto.

A baixa demanda por carne bovina no mercado interno segue como principal limitante das cotações do boi gordo, diz a consultoria Agrifatto. Neste momento, os frigoríficos evitam o acúmulo de estoques.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na última sexta-feira, o preço referencial da arroba do boi gordo em São Paulo caiu R$ 1, para R$ 191, à vista. No acumulado do mês, o pecuarista está recebendo R$ 12 a menos por arroba, destaca a consultoria.

No entanto, com a proximidade da virada do mês, há expectativa de que o fluxo de saída de carne no mercado interno melhore.

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alguma queda dos preços no decorrer da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda adotam o argumento de demanda enfraquecida, tanto interna quanto externa, para justificar essa pressão. 

“O principal ponto de suporte segue na oferta restrita, avaliando que os pecuaristas ainda se deparam com uma boa condição para reter as boiadas, nessas condições houve uma sensível redução do fluxo de negócios, levando os frigoríficos a operar com escalas mais curtas”, disse.

Cotação segundo a Safras&Mercado  

  • Em São Paulo, preços a R$ 186 a arroba para pagamento à vista, contra R$ 189 na segunda-feira.
  • Em Minas Gerais, preços de R$ 181 a arroba, em Uberaba, contra R$ 184.
  • Em Mato Grosso do Sul, preços caíram de R$ 175 para R$ 173 a arroba, em Dourados.
  • Em Goiás, o preço indicado recuou de R$ 182 para R$ 180 a arroba em Goiânia.
  • Já em Mato Grosso o preço ficou entre R$ 172 e R$ 173 a arroba em Cuiabá. 

Sinal amarelo no Oriente

As indústrias têm trabalhado na retrancaem função do consumo morno e por causa das incertezas acerca da recuperação do mercado chinês.

Após o período de renegociação de contratos, as projeções indicavam que a China retornaria ativamente às compras em meados de fevereiro.

Contudo, os temores causados pelo surto do Coronavírus e às incertezas quanto à extensão do efeito da doença deixaram o horizonte das exportações indefinido.

Expectativa em curto prazo

Devido à queda nos preços da arroba hoje em São Paulo, os negócios podem travar, já que a oferta de boiadas terminadas está baixa.

Após semanas de desvalorização, carne bovina reage no varejo

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na comparação semanal, na praça paulista, as cotações da carne subiram 1,6%, na média de todos os cortes monitorados.

Atacado

O mercado atacadista volta a se deparar com preços estáveis. “A tendência de curto prazo remete à manutenção dos preços, o escoamento da carne pode apresentar alguma melhora no decorrer da primeira quinzena de fevereiro”, disse o analista. Na última semana do mês a reposição entre atacado e varejo ainda apresenta forte lentidão. 

Corte traseiro segue precificado a R$ 13,05, por quilo. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 10,40, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 9,70, por quilo.

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