Gaúchos esperam por juros menores no Plano Safra

Gaúchos esperam por juros menores no Plano Safra

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Colheita do Trigo -
Foto: Paulo Pires FecoAgro

Segundo a FecoAgro/RS, programas para as cooperativas devem ser preservados e fomentados para dar sustentação à demanda por alimentos

O Plano Safra 2020/2021, que será lançado na próxima semana pelo Governo Federal, vem gerando uma expectativa muito grande no setor agropecuário. Uma das questões pendentes mais esperadas é em relação às taxas de juros que serão divulgadas para os programas que constam nas medidas que serão anunciadas.

Segundo o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, no momento se tem a menor Taxa Selic da história do Brasil, mas ainda com juros agropecuários nos mais diversos segmentos que são mais que o dobro da Taxa Selic. “Existe essa expectativa de adequação da taxa de juros proposta para o produtor com a Taxa Selic. Sabemos que a Selic é uma taxa de referência. O sistema financeiro hoje está cobrando juros maiores, por isso existe esta ansiedade do setor em o Plano Safra apresentar juros menores o que é uma expectativa do produtor e das cooperativas”, afirma.

A Taxa Selic hoje está em 3% ao ano. Ela foi definida no dia 6 de maio de 2020 pelo Copom, que decidiu abaixar a taxa de 3,75% para 3%.

Pires reforça que as cooperativas estão fazendo um papel importante neste momento da pandemia na questão de suprimento de alimentos não só do Brasil como do exterior, exportando para o mundo, por isso é fundamental que se tenha preservado e fomentado todos os tipos de recursos para as cooperativas agropecuárias. “Esta questão da pandemia nos remete a não saber o que vai acontecer após este período. O agro até agora não foi afetado, pois temos que plantar e colher e as pessoas continuam se alimentando então temos que produzir”, observa.

Mesmo que não seja pauta neste Plano Safra, o presidente da FecoAgro/RS ressalta também o fortalecimento do seguro rural como uma ferramenta importante para o setor. “Precisamos ter em mente esta questão para evitar problemas como o que está acontecendo no Rio Grande do Sul neste momento. Já fazem 60 dias da resolução de auxílio a estiagem e até agora os recursos não estão nos bancos para resolver os problemas das cooperativas e dos produtores”, destaca.

O dirigente também avalia que será fundamental a manutenção do volume equalizável por parte dos bancos. “Aquele recurso obrigatório para a equalização é fundamental, pois ele é o pilar de sustentação do crédito rural. Estamos brigando para que se mantenha este volume de 30% de exigibilidade como vem ocorrendo até hoje”, conclui.

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