Mega fazenda de R$ 700 milhões é disputada na justiça

Mega fazenda fica entre os estados de Mato Grosso e Rondônia; segundo dados a área total mede aproximadamente 17 mil hectares e está avaliada em mais de R$ 700 milhões

Está sendo disputada na justiça, uma área de terras medindo 17 mil hectares e avaliada em mais de R$ 700 milhões. O imóvel, que reúne vários lotes, fica nas proximidades da Gleba Iquê, entre os municípios de Vilhena e Comodoro, no Mato Grosso. Até mesmo a Polícia Federal está envolvida no caso, um empresário da cidade de Colorado do Oeste (RO) deverá ser ouvido.

A terra está escriturada em nome de uma grande empresa de Cuiabá (MT), que atua em vários setores, inclusive na educação, em que é considerada uma potência. Os advogados que atuam no caso, porém, denunciam que foram feitas fraudes para “esquentar” a documentação do imóvel.

Em correspondência à direção nacional do INCRA, o superintendente do órgão em Rondônia, encaminhou o caso para reanálise, em Brasília. Na papelada, a empresa matogrossense pede indenização milionária para que o impasse seja resolvido administrativamente.

Dois advogados de Porto Velho, que atuam para um dos que reinvindicam o imóvel, consideraram no mínimo estranho que a empresa esteja tentando solucionar o impasse em Rondônia, e sem recorrer ao judiciário. Por isso, eles ingressaram com a ação judicial em Comodoro, município matogrossense ao qual pertence o latifúndio.

Para ter acesso a petição na íntegra, clique aqui.

No meio da documentação à qual o jornal teve acesso, existe inclusive a informação de que a Polícia Federal investiga depósitos feitos pela companhia de Cuiabá na conta bancária de um ex-superintendente do INCRA em Rondônia. Um empresário de Colorado do Oeste também fez pagamentos ao mesmo servidor, que foram rastreados pela PF, e deverá ser chamado para dar explicações.

No momento, quase toda a área em litígio está ocupada por lavouras, mas ainda não se sabe se os produtores rurais que cultivam a terra invadiram o local ou se arrendaram a área.

O mistério sobre quem tem direito legítimo sobre o imóvel só chegará ao fim quando a justiça começar a ouvir todos os envolvidos no processo, que se arrasta há mais de 15 anos.

Adaptado de Folha do Sul

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