INMET emite alerta de perigo para rajadas entre 60 km/h e 100 km/h, enquanto o Rio Grande do Sul segue sob risco de tempestades, granizo e acumulados elevados de chuva. O cenário também amplia a preocupação com danos em lavouras, estruturas rurais e interrupções nas atividades no campo.
O avanço de um sistema de baixa pressão sobre a Argentina, combinado com um bloqueio atmosférico provocado por uma intensa área de alta pressão no Oceano Atlântico, deve provocar um dos episódios mais severos de vento desta semana no Sul e parte do Centro-Oeste do Brasil. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta laranja de perigo para vendaval, com rajadas que podem variar entre 60 km/h e 100 km/h.
Além dos ventos intensos, o cenário favorece tempestades, granizo e chuva forte, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a combinação entre calor, umidade e o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis (JBN) aumenta significativamente o potencial para eventos severos.
Rio Grande do Sul concentra o maior risco
Segundo o INMET, o Rio Grande do Sul permanece na área de maior preocupação, com previsão de chuva, trovoadas e possibilidade de granizo entre sexta-feira (17) e sábado (18), principalmente na faixa de fronteira com o Uruguai e nas regiões Oeste, Central e Sul do estado.
O instituto explica que a forte diferença de pressão atmosférica entre a baixa pressão localizada sobre a Argentina e a alta pressão sobre o Atlântico intensifica o transporte de calor e umidade para o estado, criando condições favoráveis para temporais severos.
Conforme destacado, o norte gaúcho ainda pode registrar volumes superiores a 300 milímetros de chuva, elevando o risco de transtornos e impactos sobre a produção agropecuária.
Cinco estados entram na rota do vendaval
O alerta de ventos fortes começa pelo Rio Grande do Sul e avança gradualmente sobre outras regiões do país.
As áreas com maior potencial para rajadas intensas incluem:
- Rio Grande do Sul – praticamente todo o estado;
- Santa Catarina – oeste, sul e região serrana;
- Paraná – noroeste, sudoeste, oeste e centro-sul;
- Mato Grosso do Sul – sudoeste, Pantanal, centro-norte e leste;
- Mato Grosso – sudoeste, centro-sul e norte.
De acordo com os meteorologistas, as tempestades podem ser acompanhadas por microexplosões atmosféricas e até tornados isolados, aumentando o risco de queda de árvores, destelhamentos, danos em edificações rurais e prejuízos às lavouras.
Campo deve monitorar estruturas e operações
Para o setor agropecuário, a combinação de ventos intensos, chuva forte e granizo exige atenção redobrada.
Entre os principais impactos esperados estão:
- danos em lavouras de inverno;
- risco para estufas e estruturas agrícolas;
- prejuízos em galpões, silos e coberturas;
- queda de energia elétrica em propriedades rurais;
- interrupções em operações de colheita e transporte.
O INMET também chama atenção para a possibilidade de granizo em diversas regiões do Rio Grande do Sul, conforme os mapas de previsão divulgados pelo órgão.
Enquanto o Sul enfrenta temporais, outras regiões seguem com tempo seco
O contraste climático permanece marcante no país.
Segundo a previsão do INMET:
- Norte: pancadas de chuva em Amazonas, Rondônia, partes do Pará e Roraima;
- Nordeste: chuva no litoral e faixa norte, além de alerta para vendavais em parte da costa;
- Centro-Oeste: ventos fortes no oeste de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, enquanto grande parte da região segue sob baixa umidade;
- Sudeste: tempo firme, madrugadas frias, possibilidade de geada nas serras de Minas Gerais e do Rio de Janeiro e umidade relativa do ar baixa durante as tardes;
- Sul: tempestades, granizo e ventos intensos concentrados principalmente no Rio Grande do Sul.
A previsão também indica formação de névoa seca em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste, reflexo da persistência da massa de ar seco sobre grande parte do país.
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