GPB: União entre pecuaristas faz aniversário de sete anos

GPB: União entre pecuaristas faz aniversário de sete anos

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Montagem Compre Rural

De grupos no WhatsApp até se tornar, de fato, Associação para representar de forma mais profissional e qualificada os pecuaristas brasileiros, conheça o GPB

Quando o GPB – Grupo Pecuária Brasil foi criado, a partir de grupos no WhatsApp em 2014, transferindo-se depois também para o Telegram, ninguém imaginava o quanto ele cresceria. Afinal, a ideia de unir o setor e, consequentemente, levar prosperidade para todos envolvidos na cadeia produtiva da carne no Brasil é, hoje em dia, uma realidade do GPB, que comemora 7 anos agora em 2021.

“Uma frase de um amigo, Maurício Veloso, se encaixa perfeitamente a situação: ‘atiramos no que não víamos e acertamos no que atualmente vemos'”, cita o presidente do GPB, Oswaldo Furlan Junior. “Quando criamos os primeiros grupos de WhatsApp, que atualmente são 162, jamais imaginávamos na data que teríamos um apoio tão grande por parte dos pecuaristas”.

Na época, Furlan conta que havia uma carência por representatividade com independência e credibilidade. “Viemos para mostrar o que um grupo de pessoas bem intencionadas juntas são capazes de fazer. Quando fazemos um trabalho dessa proporção com dedicação, trabalho e amor pela atividade, o resultado aparece”, frisa o presidente.

Tanto que, a partir de 2020, o GPB se tornou, de fato, uma Associação sem fins lucrativos, com direito a estatuto e contrato social, para representar de forma mais profissional e qualificada os pecuaristas brasileiros.

Atualmente, a Associação é formada por 90% de pecuaristas e confinadores. Mas também reúne técnicos, comerciantes e prestadores de serviços do setor de todo o país. São cerca de 16 mil membros entre grupos GPB e coligados, oriundos de 400 cidades e 19 estados diferentes, além do Distrito Federal.

Todos esses membros se dividem em 29 grupos regionais e temáticos. Como, por exemplo, GPB Leite, GPB Rosa, GPB ILPF, GPB Confinamento e GPB Pastagem. Sobretudo, esses subgrupos têm como objetivo democratizar informações de qualidade sobre o setor, bem como promover debates pertinentes e esclarecer dúvidas.

Principais ações do GPB nesses 7 anos

De 2014, foram inúmeros trabalhos desempenhados pelos líderes do GPB. Além de unir pecuaristas, sejam eles pequenos ou grandes, a Associação ainda possibilitou a união das entidades representativas do Agro, buscando, assim, manter uma única voz para pautas nacionais.

Mas, sobretudo, a principal ação do GPB foi, sem dúvida, a criação do Balizador Datagro de preço da arroba em tempo real, de norte a sul do país. Ademais, foi precursor da mobilização para que o indicador CEPEA/B3 reavalia-se sua metodologia.

“Podemos também destacar a nossa obsessão pela concorrência entre as indústrias por um melhor rendimento de carcaça. Bem como as parceiras com Grupo Beef, composto de profissionais graduados em zootecnia veterinária e agronomia. E mais uns 10 itens”, frisa Furlan.

Apesar de tantas conquistas positivas nestes 7 anos de trabalho, o GPB, obviamente, ainda tem muitos pontos a melhorar. Segundo o presidente, entre eles está a criação de um comitê político para tratar de assuntos voltados às questões legislativa do Agronegócio, tanto na esfera estadual e Federal.

Outros pontos mencionados, são:

  • Aumentar a base das amostras do Balizador GPB Datagro;
  • Lançar do aplicativo do Balizador de preços da arroba;
  • Criar uma contribuição voluntária para associação para cada animal abatido no país;
  • Sub divisão dos GPB estaduais a exemplo da Aprosoja;
  • Eventos fórum palestras cursos simpósios entrevistas palestras com a GRIFE GPB;
  • Tornar o GPB em Ação a maior ferramenta de transformação da pecuária, como instrumento de conexão entre os especialistas e o pecuaristas;
  • Chegarmos a 3.000 filiados até final de 2022;
  • Criarmos a primeira cooperativa de carme do estado de SP;

O que os associados falam do GPB?

Para Roberto Zillo, um dos coordenadores da Associação e responsável por um dos maiores projeto do GPB até hoje, o Balizador Datagro, foram inúmeros os benefícios que a entidade proporciona aos seus associados. “Estou há quatro anos e meio no GPB, muito aprendizado, um network indescritível, inúmeras possibilidades de mercado, aumento e oportunidade de conhecer a pecuária por todo país, dezenas de dúvidas sanadas, só tenho a agradecer”.

A coordenadora do GPB Rosa, Erika Bannwart, também faz questão de enaltecer o trabalho da Associação nestes sete anos. “O GPB conseguiu, ao longo desses sete anos, trazer a união da classe de pecuaristas. Antes éramos cada um pra si e Deus pra todos. Hoje somos unidos e bem informados. [Essa união] trouxe pra mim, em particular, a valorização do meu gado, porque fiquei conhecida e pude mostrar meu gado nos grupos”.

Para o futuro da entidade, Erika e Zillo são enfáticos ao afirmarem a mesma coisa: o GPB precisa de mais associados. “Acho que falta um pouco mais de líderes. Muita coisa para se fazer, mas precisamos de mãos para trabalhar”, fala a coordenadora do GPB. “Além disso, o GPB precisa que seus associados sejam mais participativos. Se as pessoas se engajarem, mesmo que voluntariamente, o GPB poderá se tornar a maior Associação de classe pecuária do Brasil”, acrescenta o coordenador.

Furlan, por fim, ainda faz questão de frisar alguns anseios para setor, a qual o GPB irá trabalhar, nos próximos anos. “Fim da manipulação dos programas de balança, tipificação de carcaça, toalete de carcaça, rendimento de carcaça, normatização da padronização de limpeza de carcaça, habilitação (licença de exportações) de novos Frigoríficos para China; cobrança em diversas alíquota de ICMS pelos estados da federação; fim dos privilégios das confederações sindicais; não ao Funrural retroativo, regularização dos problemas fundiários; financiamentos rurais com prazos maiores e taxas mais próxima a taxa Selic; agência de comunicação do AGRO com público urbano e mudança urgente na legislação para furto e roubo de gado”, finaliza.

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