Preços do cereal no Brasil e exterior se sustentam pelo risco de oferta do produto; Cenário incerto para o milho limita correções na B3; Confira agora!
Nesta terça-feira, 6, o contrato para maio ultrapassou os R$ 100 por saca pela primeira vez. E nesta quarta-feira, 7, a previsão se confirmou pelo quinto dia consecutivo.
De acordo com o gerente de consultoria agro do Itaú BBA, Guilherme Belotti, há uma conjugação de fatores para explicar a alta no preço da saca. “No cenário internacional, a safra 2021/2022 dos Estados Unidos terá uma oferta menor, e na Argentina, por causa do clima seco, a lavoura está comprometida, o que indica um balanço global apertado”, afirma.
No Brasil, também há a preocupação com a baixa disponibilidade. “Avançando a safra verão, o produtor tem segurado o produto no mercado esperando um preço melhor”, relata.
Em relação à demanda, as perspectivas são otimistas, garante Bellotti. “Quando olhamos a demanda, o cenário é positivo, principalmente do lado internacional. Apesar de problemas com a peste suína africana, observamos uma recomposição do rebanho da China, o que influencia positivamente as exportações brasileiras”, completa.
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Segundo a Agrifatto
Em movimento de alta regido pelo cenário do mercado interno, o cereal se aproxima de R$95,00/sc em Campinas/SP. Em sessão de realização de lucros após 4 dias consecutivos de altas, as cotações futuras do milho encerraram o pregão desvalorizando com o contrato maio/21 recuando 0,85% e fechando em R$98,94/sc.
Em Chicago o movimento das cotações também foi positivo impulsionado pela indefinição de oferta frente à demanda crescente pelo cereal. O contrato maio/21 fechou em US$5,62/bu, valorização diária de 1%.

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