Novo concessão da ferrovia favorece Nova Alta Paulista

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Foto: Divulgação

Investimentos a serem realizados pela concessionária somam mais de R$ 6 bilhões ao longo de 30 anos; Panorama ligará a região com o Porto de Santos

A malha paulista de ferrovias tem um novo contrato de concessão assinado entre a ANTT (agência Nacional de Transportes Terrestres) e a empresa Rumo, que é a companhia ferroviária. Os investimentos a serem realizados pela concessionária somam mais de R$ 6 bilhões em obras, trilhos, vagões e locomotivas e serão promovidos ao longo da concessão. Com isso, a região de Presidente Prudente será ligada, por meio de Panorama, ao Porto de Santos, em uma iniciativa que promete alavancar o desenvolvimento do oeste paulista.

De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que participou da assinatura do contrato, o documento representa um marco histórico para o país, já que foram quatro anos de tratativas entre o governo e a empresa, para que a renovação fosse antecipada, visto que o contrato original, que venceria em 2028, foi renovado por mais 30 anos, mediante uma série de contrapartidas que injetarão recursos privados na ampliação da capacidade de transporte, em melhorias urbanas, além de gerar empregos e aumentar a arrecadação federal. “Somente em outorgas a União arrecadará R$ 2,9 bilhões com a renovação”, aponta o ministro.

Além dos investimentos em mais de R$ 6 bilhões, a malha paulista aumentará sua capacidade de transporte dos atuais 35 milhões para 75 milhões de toneladas, podendo chegar futuramente aos 100 milhões de toneladas. “Além disso, a realização dos investimentos previstos trará cerca de R$ 600 milhões aos cofres públicos, mediante a arrecadação de tributos, para os próximos seis anos, o que representa uma média de R$ 100 milhões por ano”, aponta o ministro.

Desenvolvimento regional no Estado

O deputado estadual Reinaldo Alguz (PV), um dos representantes do oeste paulista, foi uma das lideranças que sempre lutaram para que a malha ferroviária ganhasse espaço nos debates, de forma que o desenvolvimento regional fosse cada vez mais fomentado. “Minha equipe e eu desenvolvemos vários estudos técnicos, entre eles o de viabilidade econômica para atrair investidores. Em seguida, a empresa Rumo acolheu nosso estudo e avaliou propostas de investimento na malha paulista”, comenta sobre suas participações.

Alguz lembra que a reativação da malha trará investimentos sem precedentes para o oeste paulista, o que fará com que haja uma revolução na matriz logística de cargas no Estado de São Paulo. “Trazendo desenvolvimento, emprego e renda, que nos ajudarão a superar a crise”.

Além do aumento da capacidade de transporte, a concessão vai gerar investimentos em 40 municípios do Estado de São Paulo e minimizar conflitos entre ferrovia e zonas urbanas. Ao todo, cerca de 5,3 milhões de pessoas serão beneficiadas com mais segurança viária. No processo analisado pelo Tribunal de Contas da União, foram mensurados benefícios socioeconômicos monetizáveis de R$ 4,2 bilhões, referentes à redução dos custos de frete, de acidentes e ambientais. Os estudos elaborados pela ANTT preveem ainda a geração média anual de aproximadamente 7 mil empregos nos primeiros 10 anos e de 3 mil empregos nos anos subsequentes.

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