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Infelizmente nosso agronegócio sofre com a desinformação; precisamos comunicar de forma precisa e, com isso, melhorar a imagem do setor.

Por Rodrigo Capella* – É fato que o nosso agronegócio gera diversas riquezas e que ele representa uma grande parte do nosso PIB. Por isso, realmente, me estranha os constantes ataques que tentam transformá-lo em um grande vilão. Ouvi, recentemente, uma pessoa me dizer: “Não como carne. Eu detesto o agronegócio e por isso consumo carne de soja”. Confesso que não entendi tal afirmação. A soja vem de onde? Da Lua? Ou do nosso agronegócio?

De outra pessoa ouvi: “Os pecuaristas tratam mal o gado ao confinarem os animais”. Opa! Como assim? Desde quando confinamento está associado aos maus tratos de animais? Existe algum estudo fortemente embasado que comprova isso? Se sim, por favor, me enviem.

Infelizmente, estes absurdos se propagam e ganham força, cada vez mais força, em sites, ferramentas de troca de mensagens e almoços de domingo.

Conversei recentemente com o deputado Alceu Moreira, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, e ele me confessou que estes ataques também o incomodam. Para quem insiste em falar mal do nosso agronegócio, o deputado disse: “Você está sendo adversário do Brasil. Ou por ignorância, ou por ser pago para fazer isso. Chega de fazer o papel dos portugueses de trocar ouro puro por quinquilharia. Quem quer um país de vira-latas não merece ser brasileiro”.

Mais adiante, ele completou: “Tenha dó. Esse setor da agricultura trabalha muito, é muito honesto no que faz“.

Concordo com o deputado: o nosso agronegócio é íntegro e muito justo. Infelizmente, temos um grande desafio: comunicar estas características de forma precisa e, com isso, melhorar a imagem e a comunicação junto aos consumidores e demais agentes.

Marcello Brito, presidente da ABAG, reforçou o coro, em um papo que tivemos: “Nós temos um agro inteligente e moderno. O Brasil tem o que há de melhor no mundo. Então, antes de criticar e de propagar fake news, procure saber a verdade”.

Ao final, ele destacou: “É a ciência que pauta o mundo“.

Contra fatos realmente não se tem argumentos. Enquanto uns tentam atacar o nosso agronegócio, sem números e embasamentos, outros se unem para mostrar a verdade e valorizar este setor que sustenta todo o país.

Infelizmente, os ataques estão em destaque. Torço, no entanto, para virarmos este jogo rapidamente. Força, Força Agro!

(*) Com atuação no agronegócio desde 2004, Rodrigo Capella é palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing. É autor de livros e tem artigos publicados em diversos países sobre inovações, análises e tendências do agronegócio.

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