A cotação média superou em 6,5% o valor histórico registrado para o mês de junho, em 2015. Já em Goiás, bezerro chega a R$ 1.960, confira!
A escala do bezerro no Brasil, entretanto, ainda não prejudicou o bolso dos recriadores e invernistas, que também foram favorecidos pelo forte avanço nos preços do boi gordo no mês passado. Porém, os pecuaristas precisam estar atentos aos preços, pois as margens podem se estreitar ainda mais, já que o preço do bezerro bate recorde e o da arroba do boi gordo está tomando ritmo de baixa. Confira!
Segundo os dados publicados pela Scot Consultoria, o preço do bezerro em Goiás é o que possui maior valor até o momento, sendo cotado a R$ 1.960,00. Em São Paulo, esse mesmo bezerro está sendo negociado a R$ 1.720,00. O pecuarista que faz recria, engorda e terminação, precisa estar muito atento a esses valores, já que todas as previsões são de que o valor da arroba não deverá permanecer por muito tempo no patamar atual. Além disso, os insumos com nutrição animal estão também elevados!
Forte valorização do boi gordo acelera o mercado da reposição e faz cotação acumular alta de 30% no ano!
A carne bovina está mais cara e tem provocado agitação no mercado interno. Segundo o diretor da Wedekin Consultores, Ivan Wedekin, a alta no preço é “uma ilha da fantasia” e o produtor não está embolsando os ganhos como se fala. “Pelo contrário, quem faz terminação, engorda e confinamento vai perder dinheiro, porque o preço do bezerro subirá mais que o do boi gordo”, diz.
Ante a valorização dos preços da proteína, discute-se, entre outras possibilidades, a importação do produto. Wedekin afirma que o governo não tem mecanismos para isso e não deve entrar neste assunto. “Quem importa é o setor privado, a indústria”.
O especialista diz, também, que as altas do boi gordo não foram repassadas totalmente para o consumidor final. “Meus estudos indicam que leva até três meses para o atacado repassar a alta para o varejo. No momento em que isso acontecer, a dona de casa vai parar de comprar carne bovina”, diz. Ele afirma que isso fará com que as cotações se ajustem lá na frente.
Pelo contrário, quem faz terminação, engorda e confinamento vai perder dinheiro, porque o preço do bezerro subirá mais que o do boi gordo
- “Ventos destrutivos”: Defesa Civil alerta para mais de 120 mm de chuva, risco de tornado e inundação no RS
- No Dia do Gaúcho, Cavalo Crioulo pode ganhar uma semana oficial no RS
- Sul do país tem alerta máximo com chuva de 100 mm e ventos de 100 km/h nesta segunda-feira, diz Inmet
- Lula questiona resistência do agro e diz: “Deveriam não só votar, mas se ajoelhar pra mim”
- Estudo faz conta inédita: quanta terra a mais precisaríamos cultivar se a irrigação desaparecesse?
Já o boi magro, quando comparado com outros anos, os valores estão subindo, já que o animal está com oferta baixa e muitos recriadores estão segurando os animais para poder vender no momento mais oportuno. Com isso, as cotações estão atingindo valores de até R$ 2.750,00. Todo esse cenário, deve se agravar para o 2020, já que o abate de fêmeas foi grande, reduzindo o número de matrizes para repor o plantel.
Uma coisa é certa, o pecuarista hoje, seja da cria, recria ou engorda, precisa estar muito atento ao mercado fora da sua porteira, pois os valores estão sem base de calculo e, por isso, as flutuações podem acontecer muito rápido. O mercado consumidor final, da carne, está descapitalizado e o início do ano é um período de menor consumo com a chegada das férias e impostos.