Depois de passar por 50 dias de seca, safra de milho do produtor deve ter perda no potencial entre 80% a 90%; Ciclone bomba e chuva de granizo destrói lavoura de milho; veja imagens!
Uma lavoura de milho em Janiópolis, a cerca de 30 quilômetros de Goioerê, no Paraná, ficou destruída após a passagem de um ciclone ‘bomba’ que causou chuvas fortes, queda de granizo e vendavais no Sul do Brasil. De acordo com o produtor rural Roque Mueller, com as pedras de gelo, entre 80% a 90% do potencial da safra foi prejudicado.
Ele conta ainda que a lavoura do cereal estava sentindo os efeitos da seca no estado e o seguro rural já tinha sido acionado. Vale lembrar que o Paraná teve neste ciclo a pior estiagem em 50 anos, segundo o Departamento de Economia Rural do estado (Deral).
“Na tarde de ontem, 30 de julho, passamos por um ciclone, com vento muito forte que acabou dizimando a lavoura de milho que estava plantada. Em alguns locais, o vento atingiu, algumas regiões pegaram granizo e o milho que já tinha sofrido com 40 a 50 dias de seca, veio o vento e acabou derrubando tudo, prejudicando de 80% a 90% o potencial da lavoura”, disse Mueller.
Também no Paraná, uma lavoura de milho em Anahy, região metropolitana de Cascavel, também foi danificada. Em vídeo, o telecpectador Ivan Molina mostra como ficou a fazenda do produtor rural Denilson de Freitas. Nas imagens, é possível ver que a lavoura ficou acamada, quando a lavoura fica ‘deitada’. “As folhas de cima, que seriam usada para silagem foram destruídas. O telhados do barracão dos porcos foi danificado”, diz Molina.
Em Guarapuava (PR), a chuva de granizo e os fortes ventos destelharam galpões. De acordo com o presidente do sindicato rural da cidade, Rodolpho Werneck Botelho, máquinas agrícolas e o adubo, que estavam nos barracões, foram danificados. No campo, os estragos ainda estão sendo avaliados.
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Entenda
De acordo com a Somar Meteorologia, um ciclone é um intenso sistema de baixa pressão atmosférica (onde os ventos giram no sentido horário), e que se forma muitas vezes na costa da região Sul . Eles recebem os nomes de tropicais, extratropicais ou subtropicais dependendo da região de formação e alguns outros fatores mais complexos. A pressão no centro de um ciclone é medida em ”hPa” (hectopascal).
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A formação deste ciclone extratropical na terça-feira é bastante comum nesta época do ano e está associado com a formação de frentes frias. “O que não é tão comum, é a queda rápida de pressão no centro do ciclone, como aconteceu”, disse a Somar Meteorologia
Um ciclone ‘bomba’ nada mais é do que uma área de baixa pressão, que apresenta uma queda mais rápida na pressão atmosférica de 24 hPa ou mais em um período de 24 horas. “Este fator é o que diferencia um ciclone normal e um ciclone ‘bomba’.
Fonte: Canal Rural